Em Caná da Galileia…



Daniel Patrick

Ainda faltam alguns meses para nascer, mas já é o centro do mundo. Os irmãos mal podem esperar para lhe pegar, para o embalar, para lhe oferecer um brinquedo. “Agora já sou crescida, já confias em mim para cuidar do bebé, não é, mãe?” Diz-me a Clarinha. E eu sei que sim, que será para mim um tempo de muito maior sossego, este de ter um filho que nasce numa família já “crescida”. Longe vão os dias de angústia perante o choro de um recém-nascido, os momentos de pânico diante da escolha entre amamentar o bebé ou socorrer o irmão(…)

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Onde mora o verdadeiro perigo?

Férias familiares no Gerês. Mais um longo e calmo dia passado na barragem de Vilarinho das Furnas, no alto da montanha. Geralmente, estamos sós. Mas neste dia em particular, vemos chegar um grupo grande de pessoas, aparentemente três famílias amigas entre si. As crianças correm para a água e, felizes, saltam e gritam de alegria, mergulhando e chapinhando. Sentada na margem, cuidando das bonecas da Sara que estão a secar depois do banho (também sei cumprir ordens…), observo. E é então que vejo uma das mães levantar-se da sua toalha, pousar o telemóvel com que até essa altura se entretivera(…)

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A hora azul

Serra do Gerês, uma semana de férias em família. Às cinco da manhã de quarta-feira, o despertador do Francisco tocou. Eram horas de levantar, para uma caminhada pela madrugada ao encontro do sol nascente sobre as águas do lago. O Francisco, com quase vinte anos e uma paixão por fotografia, desejava há muito fotografar a chamada “hora azul”, os minutos que antecedem o nascer do sol e que fazem o encanto de qualquer fotógrafo. O preço a pagar era este acordar fora de horas, seguido de uma caminhada de pelo menos meia-hora até ao local exato indicado pela sua aplicação(…)

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Transfiguração

Na segunda-feira passada partimos, em família, para uma semana de férias num dos lugares mais bonitos do mundo: a Serra do Gerês. Queríamos partir de manhã muito cedo, mas fazer malas, carregar os carros e movimentar uma família numerosa e os seus dois cães velhinhos não é algo que se faça rapidamente. Eram quase onze horas quando, por fim, nos fizemos à estrada. “Vamos fazer um piquenique no Sameiro como sempre, mãe?” Perguntaram os meninos. A peregrinação ao Sameiro, quase como que uma ligação entre dois santuários marianos – o “nosso”, de Nossa Senhora Auxiliadora, e o do Sameiro –(…)

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O eclipse lunar e o Cântico dos Cânticos

Na sexta-feira dia 27, iniciou-se o Segundo Acampamento de Caná. O Niall e eu estávamos felicíssimos: nesse dia, fazíamos vinte e dois anos de casados, e nem nos nossos mais ousados sonhos podíamos imaginar melhor maneira de os comemorar. Deus é muito nosso amigo! Pois que há de melhor, ao fim de vinte e dois anos de casamento, do que ter à nossa volta uma família feliz, ainda a crescer, e um Movimento a nascer e a fazer caminho? Depois rimo-nos juntos: se há vinte e dois anos atrás, no hotel onde passámos a lua de mel, alguém nos dissesse(…)

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