O que são as Aldeias de Caná?

O que são as Aldeias de Caná

As Aldeias de Caná nascem quando pelo menos duas ou três Famílias de Caná se reúnem com regularidade para, juntas, aprofundar e partilhar a sua vivência do carisma, da espiritualidade e da missão das Famílias de Caná.

De aldeia em aldeia, Jesus percorreu toda a Galileia, Judeia e Samaria, anunciando a Boa Nova. De aldeia em aldeia, os Apóstolos percorreram todo o mundo conhecido de então. De aldeia em aldeia, o cristianismo chegou até aos confins da Terra.

As aldeias são, por natureza, locais pequenos, onde todos se conhecem e entre-ajudam. Nas aldeias, não há pessoas anónimas; a festa de um é a festa de todos, a dor de um é a dor de todos. As Aldeias de Caná procuram recuperar este sentido de família alargada, não de modo mundano, mas espiritual. Não substituem, de forma alguma, a celebração diária e semanal das Bodas de Caná na casa de cada família; antes a fortalecem e aprofundam, através dos laços da oração e da amizade.

Como são as Aldeias de Caná

– Quem deverá começar? Naturalmente, deverá começar uma Aldeia de Caná aquela família que perceber o chamamento de Deus. E nesse caso, deve avançar com prontidão, expondo a sua ideia ao pároco e à Família Power, para garantir que a Aldeia nascente se mantém no espírito do movimento. A sua disponibilidade para fazer o que Jesus disser faz desta família, à semelhança dos serventes das Bodas de Caná, a “Família Servente” da Aldeia em questão.

– Quem deverá fazer parte da Aldeia? As Famílias de Caná que quiserem, da mesma área geográfica, ou do mesmo grupo de amigos, ou da mesma paróquia. Não há regras. Também podem pertencer à Aldeia famílias que não vivam o compromisso Famílias de Caná, mas que sintam vontade de o vir a fazer.

– Como deverão ser os encontros? Em primeiro lugar, muito alegres, porque, de acordo com o nosso carisma, estamos em João 2, celebrando as Bodas de Caná, as Bodas do Cordeiro, o Banquete do Reino de Deus. Depois, as “Seis Bilhas” apontam-nos três grandes pilares: a oração, a evangelização e o serviço. A partir daqui, as possibilidades são infinitas. Os encontros podem e certamente são diferentes de Aldeia para Aldeia, de mês para mês. Deixamos algumas sugestões, a partir do que já se faz, e a partir dos nossos sonhos sobre o que se poderá fazer:

– A bênção do Canto de Oração das novas Famílias de Caná, na presença do sacerdote e de toda a Aldeia de Caná. Que grande festa!

– Encontros de oração festiva, com louvor dançado e cantado, história bíblica para os mais novos, partilha da Palavra, meditação do Rosário, consagração de todas as famílias à Mãe de Caná e “oração de Moisés”: “como um amigo com o seu amigo.” (Ex 33, 11)

– Estudo bíblico, procurando caminhos de vivência da Palavra na família, por exemplo a partir de Os Mistérios da Fé.

– Celebração festiva dos sacramentos da família, por exemplo encontros de renovação das promessas batismais e matrimoniais, encontros de Reconciliação, onde toda a família se possa confessar, incluindo as crianças mais pequenas.

– Reencontros festivos de um dia, com piquenique e brincadeira, com oração e Eucaristia, com Reconciliação e partilha de vida.

Onde estão as Aldeias de Caná

Neste momento, existem em Portugal as seguintes Aldeias de Caná:

Aldeia Nossa Senhora Auxiliadora, Anadia

Aldeia Rainha Santa Isabel, Famalicão

Aldeia S. João Batista, Ribatejo

Aldeia S. Gaspar del Búfalo, Proença-a-Nova

Aldeia Nossa Senhora da Conceição, Cascais

Aldeia Santa Ana e S. Joaquim, Setúbal

Aldeias de Caná, uma bênção do Senhor

As Aldeias de Caná estão a nascer em força, um pouco por todo o lado. Vemo-las tão felizes, pequenos encontros de duas ou três famílias que se juntam para rezar e servir, como fontes a brotar na terra árida. Na verdade, é preciso tão pouco, para uma Aldeia de Caná surgir! Não são necessárias estruturas complicadas, nem regras rígidas, nem “pessoas importantes”; basta querer amar e adorar, em família de famílias. E onde duas ou três famílias estiverem reunidas em nome de Jesus, Ele estará no seu meio, celebrando as Bodas de Caná da nossa vida…

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