Em Caná da Galileia...


Aleluia! Jesus Ressuscitou!

A manhã de Páscoa despertou luminosa. Felizes, os meninos saltaram da cama (ninguém diria que se tinham deitado depois da meia-noite...) e foram de imediato desenterrar o Aleluia que a Sara e o António tinham enterrado no início da quaresma (lembram-se?) “Depressa, vamos desenterrá-lo para podermos cantar outra vez!” “Não vamos cantar aleluia até o desenterrarmos!”

O Niall assustou-se: “A visita pascal está quase a chegar à nossa casa, e em vez de encontrar uma família bem vestida e arranjada, vai encontrar uma família de galochas e pás?!” Assim, entre risos, e porque já se ouviam ao longe os sinos a anunciar a visita pascal, decidimos que só uma pessoa iria calçar galochas e procurar o Aleluia. Coube a sorte à Lúcia. “Onde é que tu foste buscar esta, digamos, tradição?” Perguntou-me o Niall, enquanto a Lúcia escavava a horta e a Sara ia indicando: “frio… mais quente… frio outra vez…”

Nós ríamos, os sinos estavam cada vez mais perto, e finalmente, ei-lo! Um saco plástico sujo e molhado… “Tens a certeza de que é uma tradição de Páscoa?” Continuava o Niall, provocador, enquanto eu levantava o saco com a ponta dos dedos e o abria com jeitinho.

Mas lá dentro, o Aleluia estava tão perfeito, tão luminoso e tão colorido, que todos nos rendemos à “nova tradição”. Aleluia!

Depois de o fixarmos na porta da entrada, que deixámos aberta para a visita pascal, apressámo-nos a ver a surpresa na sala: o Canto de Oração Pascal. Durante todo o sábado, a Clarinha e eu tínhamos trabalhado nele, mas guardáramos algumas surpresas para a manhã de Páscoa… Na véspera, os meninos tinham perguntado: “E agora, o que fazemos com a coroa de espinhos?” Na manhã de Páscoa, a resposta era toda visual e muito saborosa:

“Os nossos sacrifícios transformaram-se em flores e em chocolates!” Exclamavam todos, felizes. Ora digam lá se o nosso Cantinho de Oração não está fantástico?

Veio a visita pascal, beijámos a cruz e a casa foi de novo abençoada. Que alegria! Depois chegaram os tios, a avó, os primos, e foi uma animação!

A maior felicidade da avó portuguesa é mesmo reunir os treze netos num único momento, algo que acontece todas as férias escolares (e que para os avós irlandeses só acontece a cada três anos!)

Por fim, terminámos de novo na igreja, para a missa das seis da tarde. Missa a que o Daniel, a Sara e eu não podíamos faltar, por não termos ido à Vigília, mas onde todos participámos em família, para terminarmos o dia da melhor forma.

Depois do jantar, no Canto de Oração, ainda houve tempo para a novena da Divina Misericórdia, que começámos na Sexta-feira Santa, como Jesus pediu a Santa Faustina…

Quinta, sexta e sábado, três dias em que os mais novos se deitaram muito para além da sua hora. O cansaço abateu-se subitamente sobre todos. É preciso descansar, que a escola está de volta!

À nossa frente, estendem-se cinquenta belos dias de Tempo Pascal! Cinquenta!!! Ena, quantos aleluias a cantar!

E aí em casa? Levaram as crianças às celebrações? Puseram em prática algumas das sugestões que a Olívia e a Marisa foram partilhando em Manualidades e Atividades de Evangelização? Deixaram-se inspirar pelos Testemunhos que fomos publicando? Partilhem connosco a vossa experiência da Quaresma, do Tríduo Pascal e da Páscoa! Publicaremos as vossas fotos e os vossos textos em Testemunhos. Temos cinquenta dias para o fazer! Escrevam-me para o e-mail central deste site!

One Comment

  1. “Canta Aleluia ao Senhor! Canta Aleluia…” ecoa na minha cabeça enquanto leio!
    Lamento tanto que nos tenhamos esquecido disto mesmo, de dar Aleluia, dizer viva e ficar feliz porque Ele ressuscitou e o pecado em que tropeçamos é perdoado…
    Que estes dias de Páscoa aqueçam, que os novos mártires encontrem junto do Senhor o lugar dos eleitos… canta Aleluia, canta aleluia…

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