Em Caná da Galileia...


E estamos no Advento!

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Sábado 2 de dezembro, véspera de Advento. Cá em casa, a alegria estava ao rubro:  o grande dia chegara!

“Mamã, quando vamos ao musgo?”

“Já preparaste a cortina para o Presépio? E a Árvore de Natal? Podemos ir desempacotar tudo?”

Mas foi preciso esperar pela tarde para pormos mãos à obra. Que felicidade!

Como costume, o pai e os mais novos vão apanhar o musgo aqui perto, com o carrinho de mão. Desta vez, contudo, o carrinho de mão não vem cheio: a seca que vivemos no nosso país não deixa o musgo crescer. O Presépio terá de ficar mais pequenino.

No leitor de CDs, músicas de Natal. A Clarinha comanda as operações: o musgo aqui, papel de alumínio para fazer um rio ali, as bilhas de Caná a marcar os limites do Presépio…

No fim do verão, o Francisco e a Sofia tinham encontrado um ninho vazio caído no chão e, sabendo o quanto eu gosto de ninhos, tinham-mo oferecido. O Menino Jesus tem este ano um berço especial:

Entretanto, os quatro mais novos tomam conta da Árvore de Natal. Cobrem-na de conchinhas enfeitadas (partilhámos convosco a nossa arte de enfeitar conchas da praia aqui), bonequinhos, anjinhos, lacinhos, luzes e tudo o mais a que a Árvore de Natal tem direito. Pouco a pouco, símbolo a símbolo, ela há de transformar-se em Árvore de Jessé…

“Adoro o Natal!” Exclamam os meninos, enquanto constroem o Canto de Oração Familiar. “Este é o meu dia preferido do ano inteiro. O dia em que fazemos o Presépio!” Dizem uns aos outros, e eu escuto-os, encantada. Também é o meu…

No céu do Presépio, sobre a cortina amarela que pendurámos, irão nascer muitas estrelas. Elas já estão preparadas num cestinho no Canto de Oração Familiar, à espera que as obras de santidade dos meninos as lancem no céu a cada noite, durante a oração.

O lema da nossa diocese para este ano pastoral que agora começa vem de longe, do Livro do Génesis, do diálogo entre Deus e Caim, no rescaldo do primeiro crime:

Onde está o teu irmão?” (Gn 4, 9)

Iremos estar atentos ao nosso irmão este Advento, onde quer que ele esteja: na nossa escola, na nossa turma, no nosso bairro, na nossa paróquia, no nosso trabalho, no hospital, na prisão, no lar de crianças, no lar de idosos, na casa ao lado, na nossa casa… As estrelinhas das nossas obras irão iluminar o céu do nosso Natal.

Chega a noite. São horas de rezar! Pela primeira vez este ano, cantamos cânticos de Natal. De joelhos ou deitados no chão, contemplamos o Amor que, por nós, se fez Bebé… O Rei do Universo, que ainda outro dia contemplávamos em toda a sua glória, é o Bebé do Presépio, pobre, despido, pequeno, indefeso, totalmente dependente de quem O queira tomar nos seus braços…

E por falar em Natal: já se inscreveram no Retiro de Natal, com toda a vossa família e todos os vossos amigos? Não faltem! Consultem o site em Eventos e inscrevam-se ainda hoje!

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