Em Caná da Galileia...


Em missão, mas sempre em casa

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No sábado passado, dia 6 de outubro, retomámos as nossas Missões de Caná, como lhes chamamos, fazendo-nos novamente à estrada. Têm estado atentos à nossa agenda missionária, consultando os Eventos, para descobrir onde nos podem encontrar?

Desta vez, a estrada levou-nos ao Barreiro, bastante longe de casa, à paróquia de Palhais, entregue aos passionistas. Que belo dia passámos! O Senhor, na sua misericórdia, permitiu-nos uma pausa na virose que há uns dias afetava filho após filho, para só ser retomada no domingo de manhã, já em casa 🙂

Como sempre, antes da viagem pensámos em forma de associar um divertido Tempo de Família à nossa missão, para os meninos não se cansarem e todos podermos apreciar a companhia uns dos outros. Assim, planeámos um piquenique no Parque do Tejo, mesmo debaixo da ponte Vasco da Gama. Que lugar tão bonito! Os mais novos ficaram com pena de não terem os fatos-de-banho…

No regresso, parámos em Fátima, e percorremos parte do Caminho dos Pastorinhos à luz brilhante das estrelas, no silêncio da noite. Este é o meu lugar preferido do mundo (já todos o sabem cá em casa), e tenho dificuldade em passar ao largo de Fátima sem o visitar.

E no Barreiro, enquanto eu falava, os meninos ainda puderam brincar num parque infantil ao lado da igreja e trepar às árvores mesmo em frente. Que boas que eram, disseram eles! Estava o Francisco precisamente a testemunhar a alegria com que, na nossa família, trepamos a tudo, inclusive aos telhados, quando o padre Tiago se apercebeu de que o António tinha saltado da varanda do salão paroquial para o pequeno telheiro sobre o jardim… Graças a Deus, apressou-se a recuperá-lo!

Encontrámos em Palhais uma paróquia muito viva, com sessenta e cinco catequistas empenhados em fazer formação uma vez por mês, sendo o nosso testemunho familiar a primeira sessão de formação deste ano pastoral. O padre Tiago está decidido a procurar caminhos que levem a uma pastoral de missão, de acordo com o apelo do Papa Francisco, e por isso tem-se empenhado em renovar catecismos, formas de catequisar, formas de conquistar as famílias. E segundo pudemos verificar, está a ser muito bem sucedido!

Entre as famílias que nos escutavam, duas ou três já nos tinham escutado em retiros anteriores na margem sul, outras conheciam-nos pelo site e ansiavam pelo encontro ao vivo. Mas fiquei com uma sensação estranha: pareceu-me que estas famílias não se consideravam Famílias de Caná, apesar de procurarem viver o nosso carisma, a nossa espiritualidade e a nossa missão, porque não pertencem a nenhuma Aldeia de Caná nem acham que teriam tempo para tal.

A minha família também não tem tempo de reunir com as outras Famílias de Caná da nossa zona com a frequência com que gostaria de o fazer, porque estamos sempre em missão. E não é porque não reunimos que deixamos de ser Família de Caná! Uma das características do nosso Movimento (claramente referida na Carta Fundacional e aqui no rosto do site), e que o distingue, por exemplo, das Equipas de Nossa Senhora, é esta mesma: as únicas duas reuniões obrigatórias que temos são a reunião com todos os nossos irmãos paroquianos, na missa dominical; e a reunião diária da nossa família no Canto de Oração Familiar. Tudo o resto é um “extra” simpático e positivo (e as Famílias de Caná adoram encontrar-se em retiros e acampamentos), mas sempre “extra”. É que o Movimento Famílias de Caná nasceu no seio de uma família – a nossa – um bocadinho “avessa a reuniões” por natureza, não porque não goste de conviver, mas porque quando se têm constantemente bebés pequeninos para cuidar, não sobra muito tempo para longos compromissos mensais ou semanais. A “equipa”, o “grupo”, o “círculo” ou o que lhe quiserem chamar na base das Famílias de Caná tem um nome: a família. E mais nenhum.

Assim, queridos leitores, deixem-se desafiar por este carisma “dentro de casa”, meditem na Carta Fundacional em família e escrevam-nos para o e-mail quando acharem que estão preparados para se comprometerem. Deus gosta de compromissos! Comprometam-se em família, diante de uma imagem de Nossa Senhora ou na Eucaristia da vossa paróquia, ou se preferirem, façam-no aqui connosco, numa tarde de passeio e peregrinação ao Canto de Caná, onde estamos sempre disponíveis para vos acolher (mas consultem primeiro a nossa agenda missionária!) Uma vez por ano, o senhor bispo orienta um retiro para as Famílias de Caná que o desejarem, aqui no Santuário, e nesse dia todos temos a oportunidade de renovar o nosso compromisso publicamente. Mas nem esse retiro é condição obrigatória para se ser uma Família de Caná.

Claro que vamos criar laços de amizade, claro que vamos adorar ver os nossos filhos fazerem amigos com os mesmos valores, junto das outras Famílias de Caná, claro que vamos ansiar pelos nossos encontros com semanas de antecedência, mas isso virá depois, gratuitamente, nunca obrigatoriamente.

Não tenham medo de arriscar! Há muitas pontes entre a margem da Terra e a margem do Céu, eu sei, pontes para todos os gostos, que é dizer, para todos os diferentes chamamentos de Deus, algumas bem atraentes; mas para nós, não há ponte mais bonita que a das Famílias de Caná…

 

 

One Comment

  1. Elsa Cristina Cóias Valverde

    Teresa, foi com muita alegria que vos recebi e revi na minha paróquia. Foi uma belíssima primeira formação para catequistas e famílias.
    Um abraço enorme para todos

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