Em Caná da Galileia...


Natal em terra de pastores

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Na manhã de sábado, dia 30, Fátima tinha um céu azul e um sol quentinho para nos receber. Que bênção tão grande! Agradecidos, apressámo-nos a iniciar o nosso Retiro.

Pouco a pouco, com entusiasmo e alegria, as famílias foram chegando. Algumas já são Famílias de Caná há algum tempo, e é sempre uma festa imensa estarmos juntos e partilharmos reflexões, gargalhadas, caminho. Outras vieram pela primeira vez. Vinham com receio, mas com o coração aberto. E bastaram alguns minutos para que se sentissem em casa, os filhos a brincar com os outros filhos, os pais a conversar com os outros pais. Ser Igreja é isto: estar em casa no meio de estranhos que, como nós, chamam a Deus seu Pai.

Para a nossa alegria ser completa, faltaram várias famílias, porque os vírus de inverno não perdoam. Ficámos com muita, muita pena de não conhecer a família Monteiro, que vinha pela primeira vez e foi a primeira família a inscrever-se, e que tanto entusiasmo tem demonstrado na nossa recente troca de e-mails. Ficámos com muita, muita pena de não abraçar velhos amigos – “velhos” desde os primeiros meses do blogue Uma Família Católica -, como a família Santos e a família Batista, também doentes, que à última hora tiveram de cancelar a sua participação. Deus sabe tirar o bem do mal, e não tenho qualquer dúvida de que o sacrifício que sobretudo eles ofereceram com a sua doença – e que nós também oferecemos com  o nosso desapontamento – dará grandes frutos de salvação e santidade no mundo. Ficámos ainda com muita pena de não nos reencontrarmos com várias outras famílias, por causa dos seus compromissos familiares nesta semana de festividades. Isabel e João, Sónia e Paulo, Rogério e Anabela, Marta e João, Marta, Vera, São, Rita, Isabel, as vossas famílias fizeram muita falta!

Começámos o dia a cantar, a louvar, a rezar. A canção de Natal que a Clarinha compôs já vinha bem ensaiada por todos, e foi uma maravilha escutá-la partilhada por tantas vozes!

Depois, o ensinamento de Natal falou-nos da necessidade de vencer o medo para nos lançarmos nos braços de Deus, se queremos construir uma família santa. Trouxe-nos também temas de educação da infância e juventude e uma “palavra mágica” para o fazermos: virtude. Através das histórias dos santos, refletimos na importância de educar para a virtude os nossos filhos. E quanta partilha, quantos desafios esta reflexão nos trouxe ao longo do dia!

Cada família recebeu uma pequena bilha como presente nosso de Natal. Tivemos ainda um outro presente, mas fica para outro post 🙂

Seguimos então para a Capelinha, onde participámos na oração do Terço e na Eucaristia. Graças a Deus, Fátima estava cheia de peregrinos, e por isso acompanhámos a missa através do vidro. Os mais novos, claro, encontraram lugares fantásticos para o fazer…

“Mãe, tenho muita sede, mas é sede de sumo”, disse-me a Sara perto do final da missa. Estava a chegar a hora do nosso piquenique. E que piquenique! Partilhando o que trazíamos entre todos, fizemos uma verdadeira festa de Caná, como já é tradição. Estivemos tão ocupados a conversar, comer e brincar, que ninguém se lembrou de tirar fotos!

Um pouco depois das quinze horas, demos início à nossa caminhada pelos Valinhos, rezando a Via Stellae. Em cada estação, ajoelhámos e fizemos silêncio. Quisemos que a Palavra descesse verdadeiramente ao nosso coração. E assim aconteceu… Terminámos na Capela Húngara, onde cantámos e adorámos.

Depois regressámos pela Loca do Anjo e, como já é costume, terminámos o dia visitando as Casas dos Pastorinhos.

Que tal a parecença? 🙂

Será esta a Ovelha Rute, da Estrela de Natal?

Já estava escuro quando nos despedimos, no Poço do Arneiro, e por isso não tirámos a foto da praxe, todos sobre o poço, embora aí tenhamos rezado de novo a nossa Consagração.

Regressámos a casa com o coração cheio. Encontrar um dia, na Oitava do Natal, para fazer retiro, é sempre uma experiência transformadora. E que este dia seja em terra de pastores – dos Pastorinhos por excelência -, e que termine com cheiro a ovelha, com caminhadas pelos campos e brincadeiras nas rochas, é o que de mais próximo encontramos da experiência dos pastores de Belém, desafiados a encontrar o seu Deus na criança pobre e humilde ali nascida.

Como os pastores, como os três Pastorinhos, também cada uma das nossas famílias foi convocada a testemunhar:

Depois de terem visto, começaram a divulgar o que lhes tinham dito a respeito daquele Menino. Todos os que ouviram se admiravam do que lhes diziam os pastores. (Lc 2, 17-18)

Iremos responder ao desafio?

Que o Ano Novo nos faça lançar fora todo o medo para acolher, de vez, o Amor incarnado de Deus. Ámen!

6 Comments

  1. Obrigada 😊 foi tão bom!!! A Teresinha diz que fez umas amigas novas e está toda contente também… passo a passo vamos lá 😉 muito obrigada pela forma como fomos acolhidas!

    • Helena Atalaia

      As minhas filhas gostaram tanto de conhecer a Teresinha!
      Até à próxima e as melhoras!
      Bjs

  2. Helena Atalaia

    Foi tão bom! Ninguem estava com vontade de ir embora.

    E as histórias que partilhou Teresa das suas leituras foram maravilhosas. Toca-me sempre tão profundamente ler ou ouvir (ainda melhor 😀 ) sobre a radicalidade da conversão. Histórias sobre o encontro com Deus que inquieta e transforma a vida de formas tão diversas e belas.

    E que maravilha foi conhecer novas famílias!
    Que venha o próximo! Aos ausentes um grande beijinho com saudades e estaremos todos juntos (novos e mais antigos) no próximo encontro, se Deus quiser!

    A minha filha de 4 anos no final do dia disse: “Porque não trouxeram as tendas?!”
    Ou seja, por ela teria havido acampamento e tudo! 😀

    Um grande beijinho e até para o ano 😉

  3. Iremos ao próximo! Estivemos com o pai, na cidade em que ele trabalha… visitamos o Senhor em vários momentos e nunca deixo de me espantar de o esplendor do império português se manifestar essencialmente nas nossas Igrejas, no seu interior, mais até do que no seu exterior… Olhar para Nossa Mãe coroada e recordar que foi por devoção de um rei, que grato, se lhe consagrou… e que, desde aí a fidelidade a esta devoção se manteve! Que o Senhor nos guie ao nosso lugar no Presépio, algures entre os pastores e os reis… Um beijinho a todos!

  4. Susana Mateus

    Fomos, vimos e ficámos cativados: com a simplicidade, alegria, acolhimento de todos e com o testemunho e ensinamento da Teresa cujas palavras ainda “martelam” na cabeça e no coração. Vamos continuando o nosso caminho com “pequenos passos possíveis” até perdermos todo o medo. O primeiro é marcar “oficialmente” uma hora para a oração familiar.
    Obrigado pelo acolhimento que nos deram .

  5. Muita pena,querida Teresa, de não termos ido…Mas Teresinha esteve com bronquiolite.um sacrifício que oferecemos.
    Um beijinho, e um grande agradecimento por não se esquecerem de nós.

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