Em Caná da Galileia...


Tempo de férias, tempo de aventura

As férias estão a chegar ao fim. Cá em casa, ainda se aproveitam os últimos dias, as últimas horas e os últimos minutos. Olhando para trás, para tudo o que fizemos, já sentimos saudades…

Passámos manhãs inteiras na praia. Alguns dias chegámos antes das gaivotas levantarem voo…

Fizemos piqueniques nas montanhas, mergulhámos nos lagos e nos rios:

Na Irlanda, com uma temperatura de 16 graus, os seis Power portugueses conseguiram fatos de mergulho emprestados para ir ao mar…

Alguns primos Power

Subimos às árvores:

E às vezes, foi precisa a ajuda dos irmãos mais velhos para descer:

À falta de piscina, com 30 graus à sombra, tomou-se banho na relva, com os aspersores ligados. Os amigos que nos visitavam também se juntaram à diversão:

Acampámos no jardim:

Tomámos o pequeno-almoço lá fora, na companhia dos primos:

Brincámos em Náturia:

Adotámos um novo gatinho, que alguém abandonou estrategicamente à porta do Santuário:

Visitámos um Navio-Museu, perto da praia onde gostamos de ir (O Francisco tem um vídeo inteiro no seu canal dedicado a este navio, com magia e ginástica à mistura):

Visitámos a família, este ano não só em Portugal, mas também na Irlanda, o que fazemos mais ou menos a cada três anos (Também sobre a Irlanda há um vídeo no canal do Francisco). Brincar com os primos, aqui ao pé de nós ou para lá do mar, e estar com os avós, é também parte essencial das férias:

Primos Castel-Branco com a avó

Avós Power com a Família Power portuguesa

Quando eu regressar à escola, uma das primeiras coisas que irei perguntar aos meninos é esta: “Como foram as férias?” Mas já sei de antemão a resposta da maioria: “Uma seca!”

Para uma criança se divertir nas férias, não é preciso que vá ao Algarve ou ao estrangeiro. Perto de cada uma das nossas casas há geralmente lugares fabulosos, que nos esquecemos de explorar, e que só descobrimos quando alguém de fora os vem expressamente visitar. Nunca se aperceberam disso?

Alguém disse um dia que uma criança, para se divertir, precisa de três “A”s: água, areia, árvore. Eu juntar-lhe-ia um outro A, que nasce do contacto livre e confiante com estes três anteriores: Aventura.

Algumas crianças e jovens têm, de facto, aventura nas férias, porque vão acampar com os Escuteiros ou têm atividades lúdicas com os seus ATLs. Para muitas, estar com a família é simplesmente uma “pausa secante” na brincadeira. Que pena que aventura nem sempre rime com família!

Árvore, água, areia, aventura. Em família.

As férias familiares não são para remodelar a casa ou arrumar os armários, embora isso também possa fazer parte (e este ano pintámos a casa toda por dentro!). As férias familiares são o tempo privilegiado para construir as memórias mais felizes dos nossos filhos. E podemos fazê-lo de formas tão simples e baratas como uma tenda no jardim ou um piquenique no parque… Não desperdicemos o tempo, porque o tempo não volta atrás.

Escrevia-me um pai de uma bela Família de Caná:

“Nós no sábado, quando a mãe chegou a casa do trabalho, metemos o jantar no saco e rumámos à praia contemplar o pôr do sol. Oh que maravilha mergulhar até o sol desaparecer no horizonte à nossa frente e depois jantar a olhar todo aquele laranja reflectido na areia molhada. E depois rezar ao som do mar, claro!”

Como é bom surpreender os nossos filhos com aventuras ao seu e ao nosso alcance!

“Sou um primo divertido”, cantarolava o Francisco com o seu humor característico, enquanto montava as tendas no jardim para os irmãos mais novos e os primos dormirem.

Ser um irmão, um pai ou uma mãe divertidos dá muito trabalho. É mais fácil dizer “não tenho tempo”, “não tenho dinheiro”, “não está sol”, “há muito vento”, “nunca gostei de praia”, “a areia faz-me impressão”, e deixar as coisas como estão. Talvez uma das razões que leve os jovens a adiar o casamento ou a vinda dos filhos seja esta associação intuitiva entre família e monotonia. Graças a Deus, tanto eu como o Niall tivemos infâncias cheias de aventura familiar; e oferecer outro tanto aos nossos filhos foi uma das nossas primeiras decisões. Cá em casa, é garantido: não há maior diversão do que a que temos os oito (pelo menos) juntos. E os nossos filhos  – do mais velho à mais nova – não trocariam as nossas férias familiares por nada deste mundo.

Nas várias ocasiões em que o Niall e os seus oito irmãos se reuniram na Irlanda, este verão, as conversas giraram à volta das aventuras de criança que viveram há trinta e quarenta anos atrás. O dinheiro era escasso, o pai trabalhava arduamente como diretor de uma escola primária, o tempo curto. Mas eles falavam de piqueniques nas falésias, caminhadas no campo, gelados ao pôr-do-sol, fish-and-chips na praia. “Vocês faziam tanta coisa!” Comentei, interrompendo sonoras gargalhadas. “Como é possível, se aqui chove tanto?” Eles hesitaram um momento. Depois um dos irmãos respondeu-me: “É curioso, Teresa, mas as minhas memórias da infância são só dias de sol…”

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2 Comments

  1. As minhas memórias de infância também estão repletas de banhos no rio, piqueniques em vários locais, idas à feira … acredito que os nosso filhos irão lembrar com carinho, tudo o que fizemos em família muito mais que a casa muito limpa, tulha de roupa sempre em ordem..

  2. Helena Atalaia

    Que bom, quando nas memórias de infância só se guardam dias de sol!
    Post lindo e tão verdadeiro. As coisas mais simples da vida são geralmente as melhores.
    O Francisco está a ficar um mágico de mão cheia!!
    Bjs e um bom início de ano!

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