Em Caná da Galileia...


Um reino dividido contra si mesmo

Num destes fins-de-semana, o Francisco foi fazer ilusionismo a pedido da Associação Portuguesa das Famílias Numerosas, no Family Land em Cascais. Trata-se de um evento que reúne imensas famílias, numerosas ou não, com todo o tipo de atividades em família, e o ilusionismo é, naturalmente, uma grande atração.

Acolhido, como sempre, com imenso carinho pela fantástica equipa das Famílias Numerosas, o Francisco desfrutou destes dois dias com entusiasmo e divertiu-se a valer. Mas houve um pequeno incidente que o perturbou:

Durante um dos espetáculos de palco que conduziu, o Francisco chamou um homem adulto, pai de família, para participar num truque. E qual não foi o seu espanto ao perceber que este pai de família o estava a tentar “tramar”, boicotando o truque, dizendo algo diferente do que estava escrito na carta que o Francisco o conduzira a escolher!

Felizmente, o Francisco foi capaz de o desmascarar, mas permaneceu com a questão, que depois me colocou e discutimos em família: Porque tentou este pai estragar o espetáculo a um jovem estudante, que ali estava a dar o seu melhor, com muitas horas de esforço e treino, gratuitamente, por mera vontade de fazer os outros felizes? Afinal, tratava-se de um encontro de famílias!

A mim, nada disto me espanta. A falta de valores e princípios que vemos, hoje, manifestada nos recreios das nossas escolas é reflexo do que se vive em casa. Não é a escola que estraga ou educa as crianças, mas a família, e se esta não sabe por que valores se rege, não esperemos que a escola melhore.

Isto a propósito de muitas reflexões que tenho lido e partilhado com amigos sobre a imposição que o Estado tem vindo a fazer dos seus valores e princípios nas escolas públicas, nomeadamente no que se refere a ideologia do género e educação sexual.

Dizemos, e bem, que há assuntos que devem pertencer exclusivamente ao domínio familiar. Mas será que as famílias têm as ideias claras no que se refere a estes temas? Anda toda a gente tão confusa! Se não nos entendemos relativamente a valores tão básicos como os que estavam em causa na atuação do Francisco, como esperamos entender-nos sobre estes assuntos? A verdade é que o Estado só consegue impor-se porque encontra um vazio, ou como diria Jesus, um reino dividido contra si mesmo, e por isso, incapaz de oferecer resistência.

Não tenhamos qualquer dúvida: se os católicos acreditassem verdadeiramente no que dizem acreditar pelo simples facto de serem católicos (quantos católicos já leram ou estudaram o Catecismo?), nenhum Estado conseguiria impor o que quer que fosse, pois esbarraria com uma enorme oposição (ainda somos muitos!). Se queremos que o Estado recue, então teremos nós de avançar.  Mas não avançaremos enquanto não soubermos no que acreditamos. E para isto, é preciso apostar a sério na catequese familiar, nas escolas paroquiais de pais e na formação de catequistas.

Até lá, os nossos filhos continuarão a ficar escandalizados – e ai de quem escandalizar um pequenino, diz ainda Jesus – pela falta de ética dos pais de família, aqueles que deviam ser os primeiros a dar o exemplo…

16 Comments

  1. Helena Atalaia

    Concordo plenamente. Acho mesmo que essa é uma das grandes causas para tanta confusão!! Só a verdade nos dá asas e o receio de muitos é que seja vista como amarras! Isso não é caridade é falta de coragem.

  2. Teresa, vivemos tempos muito complicados, em que os valores estão mesmo em causa, mesmo no seio da Igreja. Por muito que doa, que custe a aceitar, a confusão também reside no nosso seio. Escutemos com atenção o Santo Padre e tenhamos a humildade de perceber que vivemos tempos de clarificação.
    Estou cansada com as questões de género, de sexualidade e afins… de repente reduzimos o sentido ético profundo da humanidade a um domínio.
    E a perplexidade do Francisco reside, e com pertinência, num atropelo a valores tão mais consensuais! Mas enquanto andarmos a debater em torno de questões fraturantes e que apenas respeitam a uma minoria, perdemos a noção do resto e o “mal” espraia-se num relativismo comesinho.

  3. Dizia S.Paulo «salvai-vos desta geração corrompida»,mas nós temos que viver aqui. Não podemos fugir, mas podemos à nossa volta ir criando antídotos pelo menos com o nosso exemplo e com a palavra ajudarmos as pessoas a pensar.

  4. Teresa, já estive numa edição anterior do Family Land e posso assegurar que nem todos os que a frequentam são católicos – e pode ter sido este o caso. O que não desculpa, obviamente, tão triste e vergonhoso comportamento por parte daquele pai.
    E sim, mesmo entre pais ditos católicos faz falta formação. Voltando a um post antigo sobre catequese clássica vs catequese pais e filhos, creio que uma variante seria, nos casos em que vigora o modelo clássico, envolver os pais em algumas “aulas” e assim, suavemente, ir catequizando-os também. A experiência diz-me que quando pessoas que estão mais afastadas são chamadas a colaborar, temos boas surpresas.
    Um beijinho e que o Francisco não se deixe desanimar,
    Margarida

    • Erm…não sou católica e nunca me passaria pela cabeça fazer aquilo ou desrespeitar alguém em qualquer situação…o ser ou não ser católico não tem nada a ver com falta de respeito ou moral, e asseguro-lhe que os não católicos conseguem distinguir muito bem entre o bem e o mal, como ou mais do que qualquer católico com “formação”… que comentário fundamentalista sinceramente, esta coisa do que só nós é que sabemos como agir correctamente chateia-me.

      • Não se chateie, Sara 🙂 Este site não pretende ser ofensivo nem sequer toleramos comentários ofensivos, pelo que não há necessidade de nos irritarmos uns com os outros. Peço-lhe que leia por favor a resposta que dei à Margarida. A Margarida comentou com boa vontade, sem fundamentalismos, expressando apenas o que para um católico deve ser obrigatório – o respeito pela lei moral – e que para os não-católicos pode ser variável, dependendo do tipo de valores que exprimem. Muitos, naturalmente, exprimem valores parecidos, como é o caso da Sara. Outros, como todos sabemos, nem por isso! Mas quando um católico, que pelo simples facto de o ser, devia ter moral, não a manifesta, isso sim, é grave. Bj!

        • Querida Teresa,
          Muito obrigada como sempre pelo carinho e cuidado nas suas respostas, é por isso que vos sigo há anos, mesmo não sendo católica, porque partilho dos mesmos valores morais e respeito pelo outro e conduta de vida, que ultrapassam para mim qualquer religião. Li a resposta que deu e agradeço e entendo , e sei que a Margarida também não quis ofender (nem o fez). Mas às vezes sinto que o blogue “perde” por segregar quem não é católico em certos posts mas partilha dos mesmos valores, como se houvesse uma comunidade fechada, e claro que entendo que é uma escolha vossa partilhar os vossos princípios e o seu blogue é assumidamente um movimento católico para católicos, mas por vezes sinto que gostava mais do antigo por isso mesmo, sentia-me mais acolhida, representada até, e identificava-me mais. Em muitos posts e lições ainda me identifico, claro, mas também são muitas as vezes em que sinto que não está a falar para “nós”, pessoas sem uma religião mas preocupadas em viver uma vida com boas morais. Acho que o mundo todo lucraria sem essas barreiras separatistas, Enfim, devaneios 🙂 É difícil concordar com algumas coisas como “para um católico deve ser obrigatório – o respeito pela lei moral – e que para os não-católicos pode ser variável, dependendo do tipo de valores que exprimem. Muitos, naturalmente, exprimem valores parecidos, como é o caso da Sara.” – Mas que raio penso, é obrigatório para todos e a sua não manifestação é grave em igual medida para todos, independentemente da religião. É uma questão de praticar o bem e sentir-se bem por o fazer, não porque seja uma obrigação (e se calhar por a verem como obrigação é a causa de muitas transgressões católicas), mas porque é o que sabe bem e o que conta, o que nos faz dormir descansados à noite, porque o quisemos fazer e nos trouxe alegria, não porque alguém nos obrigou a fazê-lo. Beijinhos e parabéns mais uma vez pela bondade que partilham, e tudo a correr bem com o pequenino e com todos 🙂

          • Obrigada, Sara 🙂 Tem toda a razão: este site é “mais católico” que o blogue, porque é um site oficial de um movimento da Igreja Católico. Mantenho, penso, muitas reflexões que servem a todos, sobre escola, educação, família, etc, mas procuro também permitir aos católicos aprofundar a sua fé através do site, ir mais longe em termos de mística e doutrina católicas, para que possam vir aqui buscar o alimento quotidiano necessário. Já conhece certamente a minha forma de estar na vida “não-fundamentalista”, isto é, aberta a todos, e por isso se mantém aqui 🙂
            Também tem razão quando diz que há valores comuns a todos. Tem mais razão do que eu, e por isso me corrijo: de facto, os valores que os católicos defendem não os defendem “porque sim”, mas porque os consideram válidos para todos os homens de boa vontade, ou seja, acreditam que a lei de Deus, aprofundada pela Igreja Católica, está inscrita nos corações humanos, ou não fosse Ele o criador de todos. Assim nas questões da vida e da morte, do género e do casamento, questões tão fracturantes na nossa sociedade. Dou-lhe um exemplo: a maioria das pessoas a frequentar cursos de planeamento familiar natural não são católicas, mas ecologistas… Bj!

          • Obrigada, Teresa,
            Pela explicação.
            Obrigada, Sara,
            Pela compreensão. Eu de facto não interpretei bem o post da Teresa. E, para cúmulo, também não me exprimi bem no meu comentário: longe de mim querer dizer que os católicos são melhores pessoas que os ñ católicos! Conheço muitos não católicos que em matéria de atitudes e valores são um exemplo para mim. Lamento se a deixei incomodada e de futuro vou tentar ter mais cuidado na redação dos comentários.

          • Que leitores tão queridos eu tenho neste site, contrariando exatamente os exemplos referidos no post 🙂 Um bem-haja às duas!

    • Bom dia, Margarida! Obrigada pelo comentário. Respondendo, e dada a resposta da Sara, queria apenas explicar uma coisa: nem a Associação Portuguesa das Famílias Numerosas, nem a Family Land são católicas. O episódio passado com o Francisco serve-me para ilustrar os valores que considero, consideramos praticamente universais, de respeito pelo trabalho do outro. Na segunda parte do post, aí sim, dei o salto para a situação particular dos católicos, fazendo o paralelismo: tal como a sociedade em geral não se entende relativamente a valores como respeito, tolerância, amizade, etc (basta olhar para os recreios das nossas escolas), também os católicos não se entendem relativamente a valores para nós essenciais, como a questão de género.
      Quanto à experiência do Francisco, ela foi, como eu disse, na globalidade fantástica, e estes pequenos contratempos são sempre, para ele, motivo de aprendizagem. Bj!

      • Querida Teresa,
        Não consegui responder imediatamente a seguir ao seu último comentário mas aqui vai: que resposta bonita que me deu, e que me encheu o coração ao ponto de me emocionar naquela parte do inscrita no coração dos humanos. É isso que sinto e que muitas vezes não compreendemos: somos todos humanos com capacidade de bondade. E tem razão, é por ser/serem assim que vos continuo a seguir. Olhe, estou em NY a trabalho este mês e logo no primeiro dia fui à belíssima St. Patrick’s Church (adoro a calma das igrejas e gosto de estar um bocadinho comigo nesses sítios, se bem que foi difícil com tanto turista…), e lembrei-me de vocês e do Niall 🙂 beijinhos!

        • Querida Margarida,

          Tudo esclarecido!! Obrigada pela abertura e preocupação em clarificar. Que bom que é trocar opiniões com pessoas educadas. Também eu peço desculpa por ferver em pouca água 🙂 um beijinho!

  5. Isabel Guimaraes

    Que bom que é ver jovens, como o Francisco e outros, que dão generosamente do seu tempo para animar famílias, para inventar jogos para as crianças num acampamento 😉 ,para estar atento ao outro…Estes exemplos são, para mim, uma grande fonte de esperança, no presente e no futuro.
    Como disse Santo João Paulo II aos jovens, parafraseando uma afirmação de Santa Catarina de Sena: “Se fordes aquilo que deveis ser, pegareis fogo ao mundo inteiro!”

  6. Vale sempre a pena ler os posts que escreves, Teresa, e também os comentários – neste post em particular!

  7. Boa tarde Teresa!
    Parece-me que neste tipo de atitudes/pessoas é que está o mal do mundo… pessoas cínicas, sempre a quererem tramar o outro… a criticar tudo, e a não fazerem nada! E infelizmente os filhos têm em casa estes exemplos e muitas vezes são iguaizinhos tornando-se crianças tão irritantes…
    Enfim, todos conhecemos exemplos destes!
    E quando estamos metidos em associações de pais, grupos de catequese, essas pessoas quase nos conseguem fazer desistir…
    Mas sabemos que a paga pelo bem que fazemos não está neste mundo, portanto é sorrir e acenar…
    Muitas felicidades!

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