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Bispo de Bragança-Miranda Os “recasados” não estão excomungados, “eles são Igreja”

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Foto: RR Renascença

O bispo da Diocese de Bragança-Miranda acaba de publicar uma nota pastoral intitulada “A alegria e a fragilidade do Amor no Matrimónio e na Família”. O documento estabelece orientações com vista a uma maior integração eclesial dos cristãos divorciados a viver em nova união.

No fundo, trata-se de uma “aplicação do capítulo VIII” da Exortação Apostólica Pós-Sinodal do Papa Francisco “Amoris Laetitia”, publicada em 2016, em que é proposto um caminho de “discernimento” para os católicos divorciados que voltaram a casar civilmente, sublinhando que não existe uma solução única para estas situações.

“O Papa não faz a catalogação das famílias, mas apresenta o ideal cristão da família. Francisco não cai no esquema demasiado simples da classificação entre regular e irregular, porque este tipo de catalogação não é justo em relação às inúmeras situações das famílias. A terapia que Francisco apresenta é: acompanhar, discernir e integrar a fragilidade”, escreve D. José Cordeiro.

O bispo de Bragança-Miranda destaca ainda que a exortação apostólica “Amoris Laetitia” propõe “cuidar”, sobretudo, de “quatro pontos mais urgentes” quanto ao matrimónio que são a “preparação para o matrimónio, o acompanhamento dos casais jovens, o apoio à família na transmissão da fé e a maior integração eclesial dos divorciados a viver em nova união”.

A nota pastoral oferece uma espécie de guia com orientações concretas e propõe a criação, no âmbito do Secretariado Diocesano da Pastoral Familiar, de uma equipa interdisciplinar “onde não falte um psicólogo, um jurista, um sacerdote e um ou dois casais com credibilidade testemunhativa”.

A missão desta equipa passa por “monitorizar, com o auxílio dos párocos, os casais em fragilidade, encaminhar para a vigararia judicial os casais que indiciem possível nulidade do sacramento do matrimónio anterior e percorrer um caminho catecumenal de discernimento com aqueles casais que desejarem”.

Em declarações aos jornalistas, o bispo de Bragança-Miranda revela que “só este ano” foram tratados na vigararia judicial, e encaminhados para o estudo conjunto no Tribunal Eclesiástico Interdiocesano, sete situações “que estão a ser cuidadosamente acompanhadas e encaminhadas”.

“Este acompanhamento que queremos não é apenas dizer que está o serviço disponível, agora venham cá se entenderem. Mas gostaríamos que os párocos e os diáconos e as pessoas consagradas, as equipas pastorais das unidades pastorais ajudassem a esta consciência, cada vez mais profunda da beleza e do amor do matrimónio, porque sabemos também, e felizmente, que no nosso território são mais aqueles que estão casados e que testemunham a beleza e a alegria do matrimónio do que os que vivem em situações de fragilidade, embora esses estejam num aumento significativo”, frisa D. José Cordeiro.

E é importante “dizer a todos esses que Deus os ama e que lhes quer bem e que a Igreja os acolhe e não estão excomungados por isso, mas que têm lugar e eles são Igreja”.

Fonte: Renascença

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