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“Caminhada pela Vida” afirma tolerância zero para “políticas fraturantes”

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Uma família de Caná (Família Miranda Santos) presente, com rigor, na Caminhada pela Vida.

Milhares de pessoas saíram à rua, no passado dia 27 de outubro, para a edição deste ano da “Caminhada pela Vida”, nas cidades de Braga, Porto, Aveiro, Viseu e Lisboa, e deixaram uma mensagem de tolerância zero contra políticas que não defendam a vida e a em todas as suas etapas.

Na capital portuguesa, a marcha seguiu desde o Largo de Camões, no Chiado, até às portas da Assembleia da República, e envolveu crianças e jovens, adultos e idosos, famílias, casais com filhos pequenos, que levantaram alto os seus cartazes e afirmaram um “sim” à vida e “não” a diplomas e leis que defendam práticas como “a eutanásia, o aborto, as barrigas de aluguer”.

“Que fique bem claro que nem um só voto nosso irá para alternativas políticas que não defendam a vida”, frisou José Maria Seabra Duque, o coordenador desta ‘Caminhada pela Vida’, já em frente ao Parlamento português.

A edição deste ano aconteceu meses antes das eleições legislativas em Portugal, e também na antecâmara das eleições europeias, marcadas para maio de 2019.

Isilda Pegado, presidente da Federação Portuguesa pela Vida (FPV), salienta que “o que se pretende afirmar com esta marcha é que há uma cidadania pró-vida, que vale votos e portanto não pode ser ignorada pelos políticos” nem por quem quer fazer passar “políticas fraturantes” em relação a esta temática.

“O nosso voto será para quem defenda os valores da vida e da família, não o entregaremos às cegas”, frisou a advogada e antiga deputada.

Durante os próximos meses, até às eleições, a FPV irá “sensibilizar” os cidadãos “para a responsabilidade política que é votar”, e por outro lado fazer chegar aos partidos políticos e aos candidatos aos próximos sufrágios um questionário sobre “as matérias que tanto têm preocupado o povo português”.

Para que “os políticos tenham consciência de que há uma forma de organizar que é aquela que pode produzir mais felicidade, mais capacidade à própria sociedade, maior crescimento, maior população”. “Queremos que haja este despertar de consciências cívicas e políticas”, salientou Isilda Pegado, que não compreende por exemplo porque é que “foi revogada por este governo” a lei que dizia respeito ao ‘Apoio à paternidade e maternidade’.

“Foi uma medida que nasceu desta caminhada, e a primeira lei que a geringonça aprovou no Parlamento, a 18 de dezembro de 2017, foi precisamente para revogar esse apoio. Não podemos calar esta circunstância”, afirmou Isilda Pegado, junto de todos os participantes.

Entre os pessoas que marcaram presença na ‘Caminhada pela Vida’, em Lisboa, esteve José Ribeiro e Castro, advogado e antigo presidente do CDS-PP, que além de outros projetos lidera atualmente a Associação por uma Democracia de Qualidade.
Para aquele político, “é importante que estes movimentos cívicos se possam manifestar, e sente-se que de ano para ano esta caminhada pela vida está a juntar mais gente, e sobretudo muita juventude”.

Fonte: Agência Ecclesia

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