O que nos une?

Testemunho da Isabel Marantes: Nestes anos em que temos vivido no Canadá, se há riqueza que temos experimentado é a riqueza da multiculturalidade. Em Toronto temos, literalmente, pessoas de todos os cantos do mundo. Raças diferentes, religiões diferentes, formas de cumprimentar diferentes, formas de vestir diferentes, hábitos diferentes, comida diferente, língua inglesa com sotaques diferentes… E o que fazer com todas estas diferenças? Às vezes, nos convívios com famílias amigas, não gosto do cheiro nem do sabor de algumas comidas de outras culturas… Às vezes o sotaque do sacerdote é tão acentuado que eu nem percebo o que ele diz(…)

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As bilhas de barro, as tochas de Gedeão e a atenção ao irmão

Tenho as mais belas recordações de todos os oito partos que vivi. Recordo a angústia inicial, o medo, a dor até ao limite suportável em alguns deles, quase inexistente noutros; recordo como foi difícil puxar nalguns partos, e como foi rápido e fácil noutros, incluindo o do Daniel. Mas recordo, acima de tudo e em todos eles, o momento sagrado e sublime em que o bebé deslizou para fora do meu corpo e me foi colocado junto ao meu coração. De todas as vezes, acolhi este primeiro abraço numa mistura de lágrimas e gargalhadas, enquanto me deliciava com o calor(…)

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O II Acampamento de Caná foi assim…

Sexta-feira de madrugada, pelas seis da manhã, o António, de oito anos, abriu a porta do nosso quarto e chegou junto de nós: “Mãe, já posso ir de bicicleta para a quinta do Canto de Caná? Queria ir preparando as minhas coisas para o Acampamento.” De facto, a excitação era tão grande, que não sei como é que ele e os irmãos conseguiram sequer dormir durante a noite. Segundo nos contaram as outras famílias, não foi só na nossa casa esta animação. Há semanas que as crianças de Caná andavam a planear o grande evento do ano, com tanto ou(…)

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Primeira Comunhão

Há muito tempo que o António nos pedia para fazer a Primeira Comunhão. Servindo o altar como acólito desde os seis anos, frequentando a catequese a nosso lado desde pequeno, tendo catequese em casa todos os dias da sua curta vida, o António sentia-se preparado; e não entendia como, estando preparado, não o deixávamos comungar. Várias vezes o senhor padre Taveira se confundia e, quando chegava a hora de dar a comunhão aos acólitos, quase, quase a dava também ao António. Ele precisava então de toda a sua coragem para abanar a cabeça e dizer: “Ainda não comungo!” E trocavam(…)

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Muito melhor que uma nota escolar

“Mamã, mamã, vais ficar tão contente! Olha só!” O David acabava de entrar em casa, vindo do colégio salesiano, muito despachado na sua bicicleta. Suado e feliz, abria a mochila ao meu lado. “O que foi que aconteceu, David? Tiveste Muito Bom nalgum teste?” “Não! Bem melhor que isso!” Continuava o David, abrindo a caderneta escolar. Depois mostrou-me o recado da professora de Ciências: Parabéns, David, pela forma como tens integrado o teu colega novo de turma e de escola. Continua assim! “Eu não disse que era muito melhor do que uma nota?” Perguntou o David, exultante. “Sim, filho, é(…)

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