Primeira Comunhão

Há muito tempo que o António nos pedia para fazer a Primeira Comunhão. Servindo o altar como acólito desde os seis anos, frequentando a catequese a nosso lado desde pequeno, tendo catequese em casa todos os dias da sua curta vida, o António sentia-se preparado; e não entendia como, estando preparado, não o deixávamos comungar. Várias vezes o senhor padre Taveira se confundia e, quando chegava a hora de dar a comunhão aos acólitos, quase, quase a dava também ao António. Ele precisava então de toda a sua coragem para abanar a cabeça e dizer: “Ainda não comungo!” E trocavam(…)

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Muito melhor que uma nota escolar

“Mamã, mamã, vais ficar tão contente! Olha só!” O David acabava de entrar em casa, vindo do colégio salesiano, muito despachado na sua bicicleta. Suado e feliz, abria a mochila ao meu lado. “O que foi que aconteceu, David? Tiveste Muito Bom nalgum teste?” “Não! Bem melhor que isso!” Continuava o David, abrindo a caderneta escolar. Depois mostrou-me o recado da professora de Ciências: Parabéns, David, pela forma como tens integrado o teu colega novo de turma e de escola. Continua assim! “Eu não disse que era muito melhor do que uma nota?” Perguntou o David, exultante. “Sim, filho, é(…)

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Acolher e ser acolhido

Na Suíça, fomos acolhidos em duas casas. Uma, o apartamento do senhor padre Walfrido, um simpático missionário brasileiro responsável pela missão portuguesa em Zurique. A outra, o apartamento do Liberto e da Beta, pais da Fátima, do João e do Francisco (que irá nascer em maio) e que, conhecendo-nos através de uma entrevista na Angelus TV, de imediato nos desafiaram a ir ter com eles à Suíça. Mas se em tamanho estas casas eram pequenas, em acolhimento eram bem espaçosas! Durante três dias, não faltou comida abundante sobre a mesa, quais Bodas de Caná, chocolates suíços à discrição, passeios à(…)

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A maldade e a bondade das crianças

Três horas e meia, em frente ao portão da escola do primeiro ciclo aqui na nossa aldeia. As aulas já terminaram. A Lúcia vem a correr abraçar-me, mas o António, como sempre, tem mais duas ou três pedras para apanhar do chão enlameado. Quando, finalmente, chega junto de mim, pego na sua mochila e não contenho uma exclamação: “Ena, que peso! Mas o que trazes tu aqui dentro?” A Marília, simpática auxiliar que vigia o recreio, sorri-me e antecipa a resposta: “Ouro…” Ela já conhece o António e sabe os tesouros que ele transporta casa-escola escola-casa diariamente. Espero até chegar(…)

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Natal em terra de pastores

Na manhã de sábado, dia 30, Fátima tinha um céu azul e um sol quentinho para nos receber. Que bênção tão grande! Agradecidos, apressámo-nos a iniciar o nosso Retiro. Pouco a pouco, com entusiasmo e alegria, as famílias foram chegando. Algumas já são Famílias de Caná há algum tempo, e é sempre uma festa imensa estarmos juntos e partilharmos reflexões, gargalhadas, caminho. Outras vieram pela primeira vez. Vinham com receio, mas com o coração aberto. E bastaram alguns minutos para que se sentissem em casa, os filhos a brincar com os outros filhos, os pais a conversar com os outros(…)

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