Sujos e felizes

No sábado, dia de S. Martinho, tivemos o nosso costumado magusto da comunidade salesiana: paróquia, colégio e todos os que se lhe quiseram associar. As Famílias de Caná quiseram! Começámos a tarde com a oração do Terço no Canto de Caná, esse lugar único no mundo onde cada vez apetece mais rezar: Depois, castanhas para a fogueira! Os jovens crismandos, orientados pelo Niall, tinham preparado uma série de jogos tradicionais, desde a procura de um rebuçado num balde de farinha às corridas com ovos, para fazerem com as crianças da escola e da catequese. Os jovens estavam prontos e cheios(…)

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Brincar com simplicidade

“As festas de anos aqui na tua casa são as mais divertidas de todas”, dizia-me uma menina simpática. Estava a despedir-se, depois de uma tarde intensa de brincadeira. É que estamos em plena “época alta” na Família Power, com quatro aniversários no espaço de um mês. Entre Missões Caná e aniversários Power, pouco tempo nos tem sobrado! Eu sorri ao escutar este comentário. Já estou acostumada a ele, e por isso, já tive tempo para refletir. Na verdade, como podem as nossas festas ser as mais divertidas? Não alugamos um espaço especial, não temos insufláveis, nem pinturas faciais, nem palhaços,(…)

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Cuidado! Crianças a brincar!

Uma das coisas que sempre gosto de ver na Irlanda é a quantidade de crianças que brincam na rua e nos relvados que existem obrigatoriamente em cada conjunto de casas. Para os pais irlandeses, a temperatura parece estar sempre boa, com chuva ou com sol, com frio ou com calor, e para os filhos irlandeses, há sempre alguém com quem brincar.  Os meus filhos adoram a experiência, já que na nossa rua em Mogofores, eles são as únicas crianças que brincam na rua e nos campos em redor com total liberdade. Como eles gostariam de ter amigos com quem partilhar(…)

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A festa na Aldeia e o picante da Terra

Há dois meses que a Aldeia de Caná Nossa Senhora Auxiliadora não reunia, tantos foram os compromissos e as doenças. Mas mal despontou fevereiro, marcámos encontro. Antes, reuníamos nos primeiros sábados, depois da catequese, às quatro horas. Depressa nos demos conta de que as crianças estavam naturalmente já cansadas, refilando que não conseguiam rezar o terço, e tudo era feito um pouco a correr. Então optámos pelo primeiro domingo, às três da tarde. E que boa decisão essa! Domingo surgiu luminoso, depois de uma semana de chuva intensa. Às três horas, estávamos no santuário cinco famílias, praticamente completas, e uma(…)

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O poder curativo do Tempo de Família

Há momentos da vida em que sentimos que batemos no fundo. A semana passada, de grande intensidade na escola onde leciono, foi um desses momentos. Lá em casa, todos notam quando a minha vida profissional não corre bem: segundo o Niall, o meu olhar deixa de ter brilho e perco o sentido de humor – e se há coisas graves na vida de um casal feliz, é precisamente a perda do sentido de humor! Segundo os meninos, farto-me de ralhar sem razão. A Lúcia é o meu barómetro, porque ela não tolera um grito. “Pára de ralhar”, diz-me. “Mas eu(…)

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