Os Santos da História, a História dos Santos, Dorothy Day e as aulas de Inglês

“Abre, abre, Teresa, mal posso esperar!” O Niall chegara a casa com uma prenda para mim. Tinha entrado numa livraria e, para sua grande alegria, encontrara na estante um livro especial. O Niall sabe que não há melhor presente para me dar do que um livro sobre a vida de um santo que eu ainda não tenha lido – o que não é assim tão fácil de encontrar! Quando encontra, não hesita em comprar para me surpreender, mesmo que eu não faça anos e mesmo que não seja Natal 🙂 Abri o embrulho. Lá dentro, a biografia da Serva de(…)

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Não temas! Estou contigo.

Aproximava-se o primeiro dia de escola do David, no início de setembro. As mudanças tinham sido muitas: todos os nossos filhos tinham saído do colégio católico das Irmãs de S. José de Cluny, que frequentavam desde o ano de idade, devido à perda do contrato de associação e à impossibilidade de pagar as mensalidades. A Sara mudara de pré-escola, o António e a Lúcia passaram para a escola pública de Mogofores, a Clarinha passara para a secundária, no agrupamento onde eu leciono. Restava-me decidir sobre o David, no sexto ano. Em oração, como sempre, procurei respostas. Devia o David seguir(…)

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Para melhor

A nova lei dos contratos de associação obrigou-nos a repensar toda a nossa logística familiar. Se até há pouco tínhamos tido, com vantagem, seis filhos na mesma escola, entre o ano e os dezassete, beneficiando do contrato de associação que equiparava o Colégio das Irmãs de S. José de Cluny à escola pública (com exceção do primeiro ciclo, que de qualquer forma era bastante acessível), agora tudo vai mudar. Sem orçamento para pagar a escola de todos, decidimos que, no próximo ano letivo, todos vão deixar o colégio. A decisão não tem sido fácil para nós, pais, e tem-nos roubado(…)

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Rankings, prendas de Natal e o mais importante

Sala de aula de inglês. Dia de entrega dos testes escritos. Vou caminhando por entre os alunos e entregando os testes, enquanto comento brevemente o desempenho de cada um. Um dos meninos, com doze anos, está particularmente triste e tem uma lágrima no olho. “Não é caso para tanto!” Digo-lhe. “76% é uma ótima nota. Às vezes, até os bons alunos falham, e não há nada de errado nisso. Para o próximo teste tenho a certeza de que chegas à nota máxima!” Ele encolhe os ombros e mantém o olhar triste e molhado. “A professora diz isso, mas quem vai(…)

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