“Se eu perder, ficas triste ao meu lado?”

Testemunho da Isabel Marantes: Há algum tempo, aqui no Canadá, houve um concurso literário, ao qual a Leonor e a sua amiga Maddy decidiram concorrer. Há poucos dias, a Leonor recebeu uma carta a dizer que o seu texto tinha sido um dos escolhidos. Cheia de alegria, a Leonor foi no dia seguinte perguntar à sua amiga se também já tinha recebido a carta, para juntas comemorarem. Mas a amiga ainda não tinha recebido a carta… Como elas sabem que as cartas das crianças vencedoras são enviadas todas ao mesmo tempo e elas vivem perto uma da outra, a Maddy(…)

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As nossas cavernas

Era uma caverna, eram treze jovens. Mas durante quinze dias, era o mundo inteiro, eram todos os nossos filhos. Na Rússia, o Mundial, com as suas equipas profissionais e bem treinadas, apelava a nacionalismos, entre lágrimas e risos. Na Tailândia, uma outra equipa de futebol, pobre e desconhecida, apelava à nossa solidariedade, entre lágrimas e, por fim, muitos risos sentidos. Foram quinze dias que nos fizeram sofrer. Acordar de manhã e os meninos a perguntar: “Já saiu alguém da gruta?” Chegar à praia, dar um mergulho e os meninos a perguntar: “E agora, mamã, vê na net se já saiu(…)

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Muito melhor que uma nota escolar

“Mamã, mamã, vais ficar tão contente! Olha só!” O David acabava de entrar em casa, vindo do colégio salesiano, muito despachado na sua bicicleta. Suado e feliz, abria a mochila ao meu lado. “O que foi que aconteceu, David? Tiveste Muito Bom nalgum teste?” “Não! Bem melhor que isso!” Continuava o David, abrindo a caderneta escolar. Depois mostrou-me o recado da professora de Ciências: Parabéns, David, pela forma como tens integrado o teu colega novo de turma e de escola. Continua assim! “Eu não disse que era muito melhor do que uma nota?” Perguntou o David, exultante. “Sim, filho, é(…)

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Aleluia à chuva

O Francisco veio carregado de fotografias e de pedaços de vídeos no seu telemóvel, para que cá em casa pudéssemos partilhar um bocadinho do que por lá se viveu. “Nem imaginas como nos sentíamos ligados aos jovens do mundo inteiro!” Comentou. “Falando ou não falando a língua de cada um, todos nos entendíamos, todos ríamos juntos, todos sorríamos uns aos outros. Foi maravilhoso!” Depois, pegou no telemóvel e mostrou-me o que aconteceu quando o seu grupo de jovens salesianos começou a cantar o famoso Aleluia de Taizé, numa manhã de chuva, enquanto esperavam que se abrisse mais uma Porta Santa…(…)

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