A missa compartimentada e o verdadeiro papel do catequista

De norte a sul do país, por onde vamos andando a testemunhar a alegria de viver a fé em família, temo-nos deparado com um cenário idêntico: em quase todas as paróquias existe a chamada “missa da catequese”, e que geralmente tem lugar depois da catequese, acontecendo também por norma sábado à tarde. A maioria dos pais deixa os filhos na catequese e vai recolhê-los depois da missa. Os catequistas dão catequese aos meninos e depois conduzem-nos à Eucaristia, onde há um espaço reservado para cada ano de catequese. Assim, nestas “missas de catequese” encontramos filas de meninos, todos da mesma(…)

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Um missal a sério

No sábado passado, como talvez tenham visto em Eventos, orientámos o retiro da família Paulus, em Fátima, a convite do padre José André, na casa mesmo em frente da belíssima livraria Paulus. Que dia maravilhoso! Maravilhoso pelo acolhimento, maravilhoso pela simpatia de quem nos escutou, maravilhoso pelo entusiasmo das pessoas, quase todas avós empenhados nas suas paróquias, e que antes do dia acabar já tinham encontrado estratégias para nos levar a testemunhar nas suas terras e nas suas casas, junto dos elementos mais jovens das suas famílias. Também fomos escutados por algumas famílias jovens, sim, que com os seus sorrisos(…)

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A mais longa viagem

A mais longa viagem, disse alguém um dia, é a que vai da cabeça ao coração. O Niall tem um amigo sacerdote, na Irlanda, que lhe disse: “Cruzei-me mais vezes com ateus durante o meu curso bíblico do que no resto da minha vida.” Conhecer a Bíblia não é um passaporte para a fé. Eu nunca fiz nenhum curso bíblico (infelizmente), mas já escutei trechos de vários, a viva voz, aqui no nosso país. Se alguns me encantaram, outros eram, sem dúvida alguma, um incentivo ao ateísmo ou, pelo menos, um incentivo à negação das verdades católicas tal como as(…)

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O centro do mundo

Há uns meses, fui buscar o Francisco e a Clarinha a um encontro de jovens católicos. Vinham felizes, cheios de relatos sobre os novos amigos e as experiências vividas. Tinha sido, decididamente, um encontro positivo. Mas no meio de muita coisa boa, escutei este diálogo: “Não achaste que se fala sempre um bocado demasiado de “mim mim mim” nestes encontros?” “Ya, bué! Andamos sempre a ver quem somos, os talentos que temos…” “Eu acho que falamos demais em nós e de menos em Deus. Eu gostava de ir a um encontro e gostava que me falassem de Deus… Assim, sabes,(…)

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Os mínimos e os máximos no amor

Como comentou há pouco uma nossa leitora de longa data, alguns posts são especificamente para católicos que querem caminhar na sua fé, não sendo portanto do agrado dos outros leitores. Este é um deles, e desde já peço desculpa aos leitores que por aqui passam por outros motivos por voltar a insistir no tema. Mas de facto, os comentários e os e-mails recebidos fizeram-me crer que preciso de escrever um bocadinho mais sobre isto. Falar de obrigação faz muita confusão nos nossos dias. Estamos acostumados a pensar em Deus como o amor infinito, a misericórdia mais bela. Estamos acostumados a(…)

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