A praia, os telemóveis e a contemplação

O dia 25 de abril abriu para a nossa família, “oficialmente”, a época balnear. Já foi uma “abertura” tardia para nós, mas as chuvas de março não o permitiram antes. Assim, de manhã preparámos um belo piquenique, e logo nos aventurámos até à praia da Barra. Começámos pela patinagem no paredão, lugar ideal para as brincadeiras sobre rodas. Que alegria! Os pescadores que por ali se entretinham a pescar viravam a cabeça, espantados com a alta velocidade com que oito crianças e jovens deslizavam. Houve até um ciclista que, ultrapassando-os, os informou: “Estão a patinar a 18 Km /h contra(…)

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Uma manta, uma chávena de chá e o princípio da gratidão

Quando chegámos à Irlanda, uma irmã do Niall deixou-nos um saco com toalhas de praia e alguns brinquedos para brincar na areia. Tínhamos combinado assim para não virmos de Portugal carregados com estas coisas. Abri o saco e, com surpresa, vi que no meio das toalhas havia… uma manta. No dia seguinte, na praia, contemplámos o areal: não se via um único guarda-sol, e apenas duas ou três pessoas estavam vestidas com fatos-de-banho. As crianças envergavam fatos de mergulho, os adultos estavam vestidos e, quando queriam nadar, mudavam-se rapidamente com a ajuda de uma toalha e depois do banho faziam(…)

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O poder curativo do Tempo de Família

Há momentos da vida em que sentimos que batemos no fundo. A semana passada, de grande intensidade na escola onde leciono, foi um desses momentos. Lá em casa, todos notam quando a minha vida profissional não corre bem: segundo o Niall, o meu olhar deixa de ter brilho e perco o sentido de humor – e se há coisas graves na vida de um casal feliz, é precisamente a perda do sentido de humor! Segundo os meninos, farto-me de ralhar sem razão. A Lúcia é o meu barómetro, porque ela não tolera um grito. “Pára de ralhar”, diz-me. “Mas eu(…)

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Pobres de espírito

Hoje de manhã fomos à praia. Foi uma daquelas manhãs misteriosas, envoltas em neblina e tocadas pelo dedo de Deus, em que os meus filhos saltaram, correram, brincaram e mergulharam, disfrutando do areal inteiro, agradecidos pelo dom do céu, do mar e da areia que, para nós, é sempre perfeito. Depois, pelo meio dia, foi preciso regressar, fazendo de carro o trajeto de 30 quilómetros que nos separam do mar. E foi durante a viagem de regresso que nos foi oferecida uma oportunidade de meditação: num cruzamento, dois carros parados, o triângulo a avisar que algo se passava, e duas(…)

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