Quero ser Família de Caná

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Quem pode pertencer ao movimento?

O caminho de pertença ao movimento é “o caminho da Igreja, desde o Concílio de Jerusalém em diante, (que) é sempre o de Jesus: o caminho da misericórdia e da integração (…)porque a caridade verdadeira é sempre imerecida, incondicional e gratuita.” (Amoris laetitia nº 296)

Os membros do movimento comprometem-se a buscar a santidade de acordo com o carisma das Famílias de Caná. Podem contudo encontrar-se em situações diferentes de vida pessoal ou familiar. Pertencem ou podem vir a pertencer ao movimento:

  1. Famílias que, por inteiro – pais e filhos em conjunto – se comprometem a viver de acordo com o carisma proposto. Nem todas estas famílias estão fundadas sobre o sacramento do matrimónio, mas todas precisam de sentir sede deste sacramento. Assim, há no movimento famílias de divorciados que vivem numa nova união e que correspondem ao perfil traçado pelo Papa Francisco em Amoris laetitia: “Uma segunda união consolidada no tempo, com novos filhos, com fidelidade comprovada, dedicação generosa, compromisso cristão, consciência da irregularidade da sua situação e grande dificuldade para voltar atrás sem sentir, em consciência, que se cairia em novas culpas.” (nº 298) As famílias resultantes de uma união de facto, que não apresentem nenhum impedimento para a receção do sacramento do matrimónio, só poderão ser Famílias de Caná depois do seu matrimónio, pois a união de facto não sugere sede de vida sacramental. No entanto, o movimento pode e deve acompanhar estas famílias no sentido de provocar nelas a sede de Deus necessária para que também elas venham a beber do “vinho novo” de Jesus.
  2. Famílias em que apenas um dos cônjuges se deseja comprometer, dada a falta ou a imaturidade de fé do outro cônjuge. Recusar a pertença seria agravar a dor do cônjuge crente. Para estas famílias, são sempre atuais as palavras de S. Paulo: “O marido não crente é santificado pela mulher, e a mulher não crente é santificada pelo marido; de outro modo, os vossos filhos seriam impuros, quando na realidade, são santos.” (1Cor 7, 14)
  3. Famílias que vivem todo o tipo de situações problemáticas, como mães solteiras, pais cujos filhos abandonaram a fé, e outras, bastando que um dos membros da família se queira comprometer. O Papa Francisco foi movido pelo Espírito Santo a apresentar a Igreja como um “hospital de campanha”: “Essa é a missão da Igreja, que cura e cuida. Algumas vezes, eu falei da Igreja como um hospital de campanha. É verdade: quantas feridas há, quantas feridas! Quanta gente que tem necessidade de que suas feridas sejam curadas! Essa é a missão da Igreja: curar as feridas do coração, abrir portas, libertar e dizer que Deus é bom, que perdoa tudo, que é Pai, é terno e nos espera sempre”. (Homilia de 5-2-15) Esta imagem vem na mesma senda bíblica que apresenta Jerusalém como ruinas que o Senhor tem a alegria de reconstruir: “Ruinas de Jerusalém, irrompei em cânticos de alegria, porque o Senhor consola o seu povo!” (Is 52, 9) “As velhas ruinas serão restauradas, levantarão os antigos escombros, restaurarão as cidades destruídas!” (Is 61, 4)CAM00551 Jesus nasceu na gruta de Belém e transformou-a em lugar sagrado; em Caná, Jesus restaurou a fonte da alegria. Numa belíssima homilia sobre o mistério das Bodas de Caná, o Papa Francisco fez algumas afirmações proféticas, referindo-se precisamente a estas famílias destruídas: “O melhor vinho ainda não chegou para aqueles que hoje veem desmoronar-se tudo. Murmurai isto até acreditá-lo: o melhor vinho ainda não veio. Murmurai-o cada um no seu coração: o melhor vinho ainda não veio. E sussurrai-o aos desesperados ou aos que desistiram do amor: Tende paciência, tende esperança, fazei como Maria, rezai, atuai, abri o coração porque o melhor dos vinhos vai chegar. Deus sempre Se aproxima das periferias de quantos ficaram sem vinho, daqueles que só têm desânimos para beber; Jesus sente-Se inclinado a desperdiçar o melhor dos vinhos com aqueles que, por uma razão ou outra, sentem que já se lhes romperam todas as talhas.” (Homilia de 6-7-2015)
  4. Jovens que encontram no carisma do movimento um caminho de santidade. DSC02299
  5. Leigos consagrados que encontram no mistério de Caná um chamamento para servir as famílias, especialmente as famílias destruídas, segundo o carisma do movimento.
  6. Sacerdotes diocesanos que querem “beber das Seis Bilhas de Caná”.

 

 

Quero ser Família de Caná

O importante é querer celebrar as Bodas de Caná todos os dias da vida, convidando Jesus e Maria para a festa, e levando a Jesus, com a ajuda de Maria, as nossas seis bilhas de Caná. Se escutarem a voz de Jesus chamando-vos ou à vossa família a esta festa, escrevam para o mail: info@familiasdecana.pt ou contactem a Aldeia de Caná mais perto da vossa área geográfica.
Sempre que possível, as Famílias de Caná participam num retiro Famílias de Caná e nos vários retiros e encontros que vão sendo propostos, bem como nos encontros Aldeias de Caná na sua área geográfica. Mas os encontros maiores e mais importantes acontecem bem mais perto de cada uma das Famílias de Caná: na sua casa, diariamente, e na sua paróquia, na missa dominical. Não faltem às Bodas!

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