Em Caná da Galileia…



Casas santas

Todos os anos, o retiro Famílias de Caná em Fátima termina nas Casas dos Pastorinhos, que visitamos sempre com gosto. Lembro-me da primeira vez que lá fomos, em família, e da conversa surreal que tive com o António, na altura com quatro anos: “Que sorte tinham os pastorinhos, mamã!” “Então porquê, António?” “Não vês? Eles viviam no meio de tantas, tantas lojas de brinquedos!” Ri a valer, e dei-me conta de que me esquecera de explicar algo de essencial aos meus filhos, o que fiz de seguida: “António, quando os pastorinhos eram pequeninos, não havia aqui nem uma única loja(…)

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O burrinho do Domingo de Ramos

Estando próximos de Jerusalém, Jesus enviou dois dos seus discípulos e disse-lhes: “Ide à povoação que está em frente de vós e, logo que nela entrardes, encontrareis um jumentinho preso, que ainda ninguém montou. Soltai-o e trazei-o. E se alguém vos perguntar: ‘Porque fazeis isso?’ Respondei: ‘O Senhor precisa dele, e logo o mandará de volta.’ ” (Mc 11, 1-3)   Conhecem a história do burrinho do Domingo de Ramos? Já a ouvi contada de muitas maneiras, mas é sempre, sempre um sucesso cá em casa. Partilho-a hoje convosco também: O burrinho que os discípulos soltaram ficou um bocadinho ansioso,(…)

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Mãe de Caná

Naquele dia, David teve grande temor do Senhor e disse: “Como entrará a Arca do Senhor em minha casa?” E não permitiu que a levassem para sua casa, na Cidade de David, mas ordenou que a trasladassem para casa de Obededom, de Gat. Ficou a Arca do Senhor três meses na casa de Obededom, de Gat, e o Senhor abençoou-o e a toda a sua família. Disseram ao rei que o Senhor abençoara a casa de Obededom e todos os seus bens por causa da Arca de Deus. Foi, pois, David e transportou-a da casa de Obededom para a Cidade(…)

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O vinho melhor, um hino e uma peregrinação

O prometido e desejado Retiro de Quaresma aconteceu no sábado, dia 1, em Fátima. Que dia verdadeiramente abençoado! Eram nove e vinte da manhã quando chegámos ao Centro Pastoral Paulo VI, onde já nos esperavam algumas famílias, prontíssimas para um dia de retiro. Pouco a pouco, foram chegando mais e mais famílias, muito atarefadas com os carrinhos, os “cangurus” e as “mochilas” para os transportes dos bebés, os sacos de fraldas e as mudas de roupa. Chegaram também famílias com crianças mais velhas, adolescentes e jovens, e ainda se juntaram a nós jovens que decidiram vir independentes das suas famílias.(…)

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Amados, escolhidos, enviados

Em Balasar, houve um momento que me emocionou, e as lágrimas brilharam-me nos olhos. Estávamos em casa de Alexandrina, onde uma simpática rapariga, ali voluntária, nos explicava bocadinhos da história desta grande santa. “É verdade que Alexandrina não tinha pai?” Perguntei a dada altura. “Não. Alexandrina tinha pai. Todos sabiam quem ele era. O pai de Alexandrina e de sua irmã Deolinda prometeu várias vezes casamento à mãe das suas filhas, mas nunca cumpriu. Ainda Alexandrina, a mais nova, não tinha nascido, quando ele casou com outra mulher. Nesse dia, a mãe de Alexandrina vestiu-se de luto, e durante o(…)

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