Aldeias de Caná


O Tomás, o Joaquim e a Comunidade

O Tomás nasceu na quarta-feira. O Joaquim nasceu no sábado seguinte.

Quando é que eles se irão encontrar pela primeira vez?

Na Eucaristia paroquial do domingo seguinte várias pessoas vêm ao encontro da restante família do Joaquim ao notar a ausência da mãe. Pois claro que se estão todos menos a mãe é porque a mãe está na maternidade, o que quer dizer que o Joaquim já nasceu! E todos se alegram com a novidade partilhando da alegria da família.

Na quinta-feira seguinte é dia da Assunção de Nossa Senhora. Que melhor oportunidade para o Tomás e o Joaquim participarem da Eucaristia paroquial pela primeira vez? Basta já não estarem na maternidade para estarem mais do que prontos! Afinal Jesus ainda por estes dias nos disse com toda a clareza:

Deixai que as crianças se aproximem de Mim; não as estorveis. (Mt 19,14)

Pois então não seremos certamente nós pais a criar “estorvos”, por mais justificados que sejam, para não aproximarmos as nossas crianças de Jesus o quanto antes!

Foi então aí mesmo que o Tomás e o Joaquim se encontraram pela primeira vez. Nesse dia de festa, na reunião da comunidade paroquial a que pertencem. Encontraram-se um ao outro e encontraram todas as pessoas da comunidade que os saudaram e acolheram com alegria.

Para as Famílias de Caná a Eucaristia dominical é “o cume e o centro das suas vidas”, mas também é um local de missão no qual, através do seu testemunho e da sua presença, inundam a comunidade paroquial com a vida que nelas habita. Por isso as Famílias de Caná não procuram isolar-se da comunidade paroquial mas, pelo contrário, integrar-se nela o mais possível para também aí cumprirem a sua missão de serem “famílias-cântaro” quanto mais não seja pela vivência familiar contagiante.

Haverá dentro da Igreja Católica comunidade mais católica (universal; para todos) do que a comunidade paroquial? É lá que se reúnem novos e velhos, saudáveis e doentes, cultos e incultos. É lá que se reúnem as Famílias de Caná, como o Tomás e Joaquim já perceberam. É lá que nós testemunhamos aos outros pais e mães que a família se pode e deve reunir na Eucaristia, independentemente da idade dos filhos. É lá que os nossos filhos veem que a fé que nós lhes transmitimos é a mesma fé sólida e perene de todas as senhoras de cabelos brancos e corcunda que tossem durante toda a homilia. É lá que essas senhoras veem que a sua fé continua bem viva e renovada em cada nova família que lá se reúne e em cada novo bebé que entra pela porta da igreja.

A nossa Aldeia de Caná cresceu bem nos últimos dias e assim faz crescer e viver a comunidade paroquial em que se insere!

5 Comments

  1. Que Nossa Senhora os cubra com o Seu Manto!
    Ser testemunha de Cristo é em si mesmo privilégio maior de quem tem o Dom da Fé! As senhoras que se arrastam com dores para participarem na eucaristia da sua comunidade, não ficando a assistir pela televisão, são elas mesmas testemunhas maiores do milagre da Fé!
    Beijinhos, muitos!

  2. Vera Rodrigues

    O nascimento de um bebé é sempre um momento de imensa alegria e esperança! Parabéns a toda a família e que possam sempre dizer sim ao Senhor!

  3. Tal como o encontro de Jesus com João Batista, de Maria com Isabel!! Como diz Marco Frisina – A verdadeira alegria constrói o mundo/e ilumina na escuridão!
    Obrigada pela vossa generosidade para acolher o Dom da Vida!

  4. Que lindos bébés!! 🙂
    Muitos parabéns! Deus vos abençoe e proteja sempre!

  5. Que Deus os proteja.
    Que bela forma de serem apresentados à comunidade e um ao outro.

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