Em Caná da Galileia...


A Mãe, o Canto de Caná e o nosso compromisso

O nosso jardim está um bocadinho maior: depois de Náturia (o descampado por detrás da nossa casa), parece agora  ter-se estendido até à quinta do Santuário Nossa Senhora Auxiliadora, onde já está a nascer o Canto de Caná… Ora vejam as fotografias que tirámos no dia 12 de maio:

E agora, as que tirámos no dia 13 de maio, ainda em êxtase depois de todas as imagens de Fátima que a televisão nos proporcionou:

Entre os dois carpinteiros, o arquiteto Joaquim Armindo (padrinho da nossa Lúcia), que desenhou o Canto de Caná, trabalha sem cessar, tanto ou mais que qualquer outro trabalhador:

Livres, os meninos brincam, a Clarinha toca guitarra, o Niall conversa com o senhor padre, o Canto de Caná, ao fundo, torna-se já hoje fonte de bênçãos para nós:

Já estamos a imaginar os nossos passeios de domingos à tarde… No Canto de Caná, diante da linda imagem da Mãe, de joelhos ou sentados em pequenos bancos, rezaremos o terço. Depois, brincaremos às escondidas por entre os pilares da capelinha, e correremos à vontade pela quinta, onde entretanto já haverá ovelhinhas a pastar, segundo nos prometeu o senhor padre Taveira. Que grandes graças o Senhor nos concede! De facto, quem não gosta de ir a casa da mãe? Como nos disse o Papa em Fátima: “Temos Mãe! Temos Mãe! Temos Mãe!” E se a Mãe nos quiser congregar nos jardins do Santuário de Mogofores, nós viremos com alegria.

Mogofores é um lugar tão perdido no mapa de Portugal como outrora Fátima, ou como há dois mil anos atrás Nazaré estava perdida no mapa da Galileia. Para mim, esse é um sinal claro da escolha da Mãe. Maria tem uma preferência particular por tudo o que é pequeno e humilde, pois foi aí, “no fim do mundo”, que Deus A foi chamar também a Ela.

Talvez haja, neste momento, em Portugal, famílias a desejar fazer o seu compromisso como Famílias de Caná. Mas porque se sentem tão pequenas, tão insignificantes, tão sem jeito aos olhos humanos, têm receio. Maria responde-nos com o seu cântico, ecoando pela História e pela eternidade desde aquela manhã luminosa em casa de Isabel:

A minha alma glorifica o Senhor

e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.

Porque pôs os olhos na humildade da sua serva. (Lc 1, 46-48)

 

O dia do nosso compromisso está a chegar. Têm meditado na Carta Fundacional? Descarreguem-na aqui do site! Havia algumas gralhas na Carta, que já foram corrigidas, e a versão PDF que agora podem descarregar permite, com um clique no índice, ir de imediato para o ponto pretendido.

O dia do nosso compromisso está a chegar. No Centenário de Fátima, Maria pergunta-nos como perguntou aos santos pastorinhos:

Quereis oferecer-vos a Deus?”

Se respondermos que sim – e porque o nosso compromisso não é fácil e vai exigir de nós todo o empenho e toda a luta – Ela continuará:

Ides pois ter muito que sofrer, mas a graça de Deus será o vosso conforto.

Agora já sabemos, com toda a Igreja em júbilo pelos seus dois santos mais novos, aonde nos pode levar um compromisso, uma consagração total nas mãos de Maria: aos picos da santidade. Tão difícil, e no entanto, tão acessível a todos, até às crianças mais reguilas…

 

 

 

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