Em Caná da Galileia...


Até ao Céu, D. António Francisco!

Há uns anos, aqui à porta do Santuário de Nossa Senhora Auxiliadora, o António e o Francisco fizeram uma brincadeira com os seus nomes: o mais pequeno às cavalitas do mais velho, colocaram-se ambos ao lado do então nosso querido bispo de Aveiro para a foto perfeita.

Durante a sua visita pastoral a Mogofores, enquanto bispo de Aveiro, D. António Francisco jantou em nossa casa, onde depois se reuniu com os catequistas da paróquia. Que belo serão aquele! Na altura, as Famílias de Caná estavam apenas ainda no nosso coração.

Mas a semente ficou lançada no coração do nosso bispo: neste verão, D. António Francisco convidou-nos a apresentar o Movimento aos vigários da sua diocese, já não de Aveiro, mas do Porto, reunidos em retiro. Assim fizemos. Os quinze minutos iniciais que nos foram concedidos para falar estenderam-se, por insistência de D. António Francisco, por mais de meia hora. A Sara e o António, já cansados porque era quase meia-noite, brincavam sob as saias da mesa principal, fazendo “cucu” aos pés do senhor bispo, para divertimento dos sacerdotes presentes. Sentimo-nos em família…

A notícia da sua morte colheu-nos de surpresa. Como é possível? Ainda há tão pouco tempo juntos… Instintivamente, voltei-me para o Céu: “D. António, não se esqueça das Famílias de Caná! Aí do Coração de Deus, continue a abençoar-nos!”

Daqui a uma hora, os sinos vão dobrar. Hoje, por D. António. Amanhã, por mim, por ti, por cada um de nós. Rezo para que as nossas lâmpadas permaneçam acesas, pois quando menos esperamos, o Esposo vai chegar. Ah, como vai ser belo esse dia…

D. António Francisco, rogai por nós! Ámen.

4 Comments

  1. Sábado ouvimos as suas bonitas palavras, em Fátima, na Peregrinação da Diocese do Porto. Tinha a Nossa Senhora no seu coração, sem dúvida….
    Do pouco que conheci, recordo o seu interesse pelo próximo, a sua disponibilidade e sorriso. Quando foi à festa do nosso instituto Missionário, parecia saber tudo sobre nós e o nosso trabalho, os grupos etc.
    Um perda para a Diocese do Porto. 🙁

  2. Que Deus o receba na plenitude da Sua graça… um homem com um profundo sentido do outro enquanto irmão, de forma real e vivida… cristã.
    Raramente choro quando morre alguém… Entendo a morte como um momento de transição e procuro rezar e alegrar-me com a entrada no céu daqueles que partem…
    Chorei com S. João Paulo II e ontem, e anteontem, chorei… porque me fazem falta. Porque nos fazem falta.
    Hoje procurarei “alegrar-me”, porque creio que D. António Francisco estará junto de Deus, privilégio e sentido de uma Vida!

  3. Rogério Ribeiro

    Foi o D. António Francisco que me designou ministro extraordinário da comunhão na sé catedral do Porto… Dia inesquecível!
    Que Deus o acolha na sua misericórdia infinita!!!

  4. Agradeçamos a Deus o dom da sua vida e o que nos transmitiu e nos marcou, pela palavra e pelo exemplo…

    Até sempre Dom António

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