Em Caná da Galileia...


Comentários no site e a doutrina católica

Um pequeno apontamento – para adultos – sobre os comentários neste site: Até hoje, contam-se pelos dedos de ambas as mãos os comentários que não foram aprovados. Entre eles, no entanto, estão vários a favor do aborto ou a favor de um relativismo moral, do estilo “ninguém pode julgar as opções de ninguém, mesmo que elas passem pelo aborto”.

Queria deixar muito claro aqui que este site não é um forum aberto de discussão de ideias. Quem quiser debater temas como o aborto ou similares tem muito espaço na internet para o fazer. Este site visa promover o aprofundamento da fé católica e a santificação das famílias, pelo que partimos do princípio que o “núcleo-duro” da doutrina católica é aceite pelos nossos leitores.

Há temas que para nós, católicos, não têm discussão possível. “Cada um sabe o que é melhor para si ou para a sua família”, escreveu alguém num comentário que não foi aprovado. “Será católico julgar os outros?” Escreveu outra leitora. Se caímos no relativismo moral, entramos no vale tudo, sob o pretexto da tolerância.

Assim, quem sou eu para dizer que foi errado matar o vizinho, se a pessoa em questão achou que isso era o melhor para a sua família? Ou, no campo da sexualidade: a partir do momento em que o sexo deixa de ser moralmente exclusivo de uma relação entre um homem e uma mulher adultos, quem sou eu para dizer que o sexo com crianças ou animais é errado? Se a fronteira já não for a relação entre um homem e uma mulher, por que é que outra pessoa vem estabelecer outra fronteira qualquer? Todas são arbitrárias, e a pedofilia deixa de ser vista como um mal absoluto, podendo ser apenas um mal relativo, dependendo da consciência de cada um. Tristemente, já há partidos políticos pela Europa fora a pedir a descriminalização da relação sexual com menores, desde que consentida… Outro exemplo ainda: se eu deixar de considerar que o sexo masculino ou feminino é determinado antes do nascimento pela natureza humana, eu passo a aceitar o que já está a acontecer um pouco por todo o lado: operações para mudança de sexo em pessoas cada vez mais jovens, inclusive crianças, bastando para isso que a pessoa em causa o deseje.

Chocados? Mas não é isto que o relativismo moral advoga – cada um sabe o que é melhor para si? Quem sou eu para julgar ou criticar? Não estou a ser maluca nem exagerada, apenas a levar até às últimas consequências o relativismo moral defendido por muitos hoje em dia. Porque ou aceitamos que a lei moral está inscrita no coração do homem, com fronteiras claras e definidas, ou aceitamos que tudo é uma questão de opinião. E se abrirmos os olhos, veremos que não estamos muito longe dos exemplos aqui dados.

Assim, queridos leitores, comentem o que quiserem – e nós adoramos um bom comentário e uma boa discussão de tópicos interessantes – desde que não ponham em causa a doutrina católica, porque essa sim, é a fronteira deste site. Graças a Deus que há outras coisas para lerem na net, se não ficarem satisfeitos com a nossa posição editorial.

Ah – Esta posição editorial sobre os comentários vale também para este post 🙂

 

2 Comments

  1. Maria da Fonte

    Importante deixar claro. Parabens pela clareza.

  2. Concordo plenamente. E fazendo alusão à “linguagem clubística”…
    Se eu sou sportinguista não vou querer ir para um grupo benfiquista questionar as regras por que se regem aqueles adeptos, querendo impor algumas “nuances” para me integrar como sportinguista. Ou se calhar até quero – os apoiantes do Benfica é que não vão concordar; ou então deixa de ser esse clube, e surge um novo com esta mistura de normas.

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