Atividades de evangelização

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Deus pequenino

Durante o mês de Maria, no Centro Social S. José de Cluny, as crianças aprendem sobre a Mãe de Jesus e os meninos dos cinco anos rezam o terço, com as educadoras e as Irmãs. A Sara ainda só está no grupo dos quatro, e para o ano já não estará nesta escola, como referi, pelo que não chegará a rezar o terço desta forma. Mas o António ainda hoje fala do seu papel importante no Mês de Maria do ano passado, onde lhe coube ajudar os coleguinhas a rezar a Avé-Maria, no bonito hall de entrada, todo preparado para o Mês de Maria.

Entretanto, e porque estamos em ano de Centenário, o Centro lembrou-se de outra coisa: e se as crianças pudessem também experimentar toda a beleza de uma procissão em honra da Mãe do Céu? E se o andor, em vez de pesado e enorme, fosse leve e pequenino? E se pudessem ser elas mesmas a transportá-lo?

A ideia foi acarinhada por todas as educadoras, os pais levaram as flores, e a procissão aconteceu. Eu não pude ver, porque estava a trabalhar, mas a Sara veio para casa muito feliz. No dia seguinte, quando fui leva-lá à escolinha, deparei-me com este lindo andor:

Que Nossa Senhora gosta de procissões, e procissões com crianças, não tenho qualquer dúvida. Foi Ela mesma quem o disse em Fátima, no dia 19 de agosto de 1917, falando à Lúcia em bom português:

“Que é que Vossemecê quer que se faça ao dinheiro que o povo deixa na Cova da Iria?” “Façam dois andores: um , leva-o tu com a Jacinta e mais duas meninas vestidas de branco; o outro, que o leve o Francisco com mais três meninos.”

 

E que o céu está cheio de crianças, também não tenho dúvidas. Pois não é verdade que Jesus disse:

Se não vos tornardes como crianças, não entrareis no Reino dos Céus. (Mt 18, 3)

 

Faz hoje onze anos que o nosso Tomás partiu para o céu, com um ano e meio…

Não serão assim, simples e despretenciosas, alegres e infantis, as procissões celestes?…

2 Comments

  1. Um beijinho do tamanho do mundo, na certeza de que Maria vos aconchega sob o Seu Manto!
    Parabéns às Irmãs de S. José de Clunny, do Infantário… que pena não pudermos fazer justiça à nossa cultura, nas nossas escolas!
    Se fora algum costume estranho e popular, mas oriundo lá das populações do Tibete, seria posto em prática e notícia de televisão (!), como temos constatado!
    Religião, no âmbito escolar, pode ser vista como cultura, embora para nós os crentes seja o cerne da vida, e é tempo de preservar a nossa identidade! Na certeza de percorrermos o caminho da salvação!

  2. Uma ideia maravilhosa!
    Teresinha, um beijo especial pelo dia de hoje e obrigada por este post lúcido e alegre.

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