Em Caná da Galileia...


E o Acampamento de Caná foi assim…

IV Acampamento de Caná. Depois da interrupção por causa da pandemia, regressámos a esta forma de retiro, ali no Canto de Caná, na quinta salesiana de Mogofores, Anadia. Aquele cantinho do céu continua a ser a casa do nosso Movimento, onde ele nasceu e onde é bom estar, tão bom que, como Pedro, Tiago e João sobre o Tabor, apetece armar uma tenda.

Desta vez, decidimos que seria um encontro apenas para Famílias de Caná, porque precisamos de um tempo e um espaço, uma vez no ano, para fazer férias juntos com o Senhor, em família de famílias. Todos os nossos outros encontros são, como os leitores deste site bem o sabem, abertos a toda a gente, sem qualquer impedimento. Mas precisávamos deste acampamento para retemperar as forças, partilhar sonhos, delinear rumos para fazer crescer o Movimento. E assim fizemos, no passado fim-de-semana.

Éramos oito famílias. Não sei quem pulava mais de alegria pelo reencontro, se os pais, se os filhos. Sabe tão bem pôr a conversa em dia, sem pressas, porque este retiro foi em modo de férias e, portanto, tinha um horário muito mais flexível que os outros. Mesmo assim, soubemos cumpri-lo quase sem desvios!

A comunidade salesiana acolheu-nos com a simpatia do costume, e a criançada fez do pátio a sua casa, deixando D. Bosco certamente a transbordar de orgulho. Bolas, trotinetes, bicicletas e patins atropelavam-se uns aos outros em animados jogos, de dia, de noite, de madrugada, ao ponto de estarmos seriamente a pensar em colocar uma nova cláusula no texto do compromisso no Movimento: para se ser Família de Caná é preciso saber patinar. Concordam? 🙂

Fizemos jogos, workshops, gincanas, caça ao tesouro, tudo totalmente bíblico, cada uma destas atividades preparada por uma família. Não consigo pôr em palavras – e eu que gosto tanto de pôr em palavras – o que experimentei cá dentro ao ver a seriedade e coordenação com que cada família preparou a sua atividade e a soube conduzir no Acampamento. Tratou-se, aliás, da mesma seriedade divertida com que todas as famílias participaram nas atividades assim preparadas. O entusiasmo constrói-se e contagia-se, e por isso, na caça ao tesouro houve pais a correr mais depressa que os filhos, tal a alegria evangelicamente infantil com que levaram o desafio. Ah, e aquela pinhata, ali bem batida por todas as crianças, por ordem crescente de idades! Valeu cada minuto.

Num próximo post, na secção de jogos, irei partilhar a Gincana e a Caça ao Tesouro que a família Ramos Tomás e a família Marantes Guimarães, respetivamente, prepararam. São uma preciosidade que vale a pena partilhar, para poderem adaptar a encontros de família, catequese, grupos paroquiais, etc. Estejam atentos!

Não há Acampamento de Caná sem Serão Bíblico. Que maravilha! O Serão Bíblico começa muito antes, em casa, quando cada família escolhe uma história da Bíblia e decide transformá-la numa canção, numa peça de teatro, num teatro de fantoches ou de sombras, num poema, num conjunto de anedotas, num jogo, enfim, as hipóteses são tão variadas quanto as famílias. Depois, é preciso ensaiar, preparar os adereços, repetir, conversar muito, trabalhar. E tudo isto é catequese, proximidade pais-filhos, Tempo de Deus e Tempo de Família.

Finalmente, no Acampamento, reservamos um serão para que tudo aconteça. É o momento alto do nosso Acampamento, e não penso estar a mentir se disser que é algo absolutamente único no nosso país e arredores. Quase que consigo ver Deus a sorrir, contente, ao ver a sua Palavra ser trabalhada desta forma familiar e evangelicamente infantil. Quando Jesus falou do tesouro escondido no campo, estava também a pensar nos nos serões bíblicos de Caná 🙂

Todas as Famílias de Caná estão a fazer a formação bíblica O Caminho de Emaús, que abri a toda a gente em maio, e que continuará até outubro. Foi engraçado ver como esta formação já está a dar frutos, na riqueza e profundidade das histórias e citações bíblicas de todo o Acampamento, desde a Gincana, à Caça ao Tesouro e ao Serão Bíblico. A família Marantes Guimarães presenteou-nos com uma série de anedotas bíblicas que geraram fortes gargalhadas e, quando lhes dei os parabéns pela belíssima apresentação, responderam-me: “Bom mesmo é ter um público que entende as piadas bíblicas…”

Apesar do calor durante o dia, as noites foram frescas e orvalhadas, o que nos fez aceder ao pedido da rapaziada para termos o nosso já famoso fogo de campo, baixinho e controlado. Com os adultos por perto e muito cuidado, os mais novos tiveram direito à sua (pequena e curta) fogueira!

O Acampamento já coincidiu com o nosso aniversário de casamento. Desta vez, coincidiu com o aniversário de casamento da Isabel e do Luís. Que graça tão grande, este aniversário em clima de Bodas de Caná! E que bela festa fizemos.

E como nas Bodas de Caná, também no nosso Acampamento se comeu muito bem, com a abundância que cada um preparou em sua casa e com o belíssimo churrasco que fizemos na quinta. Bodas são bodas!

Nos três dias de acampamento tivemos missa e terço, e no sábado ainda lhe juntámos adoração eucarística e confissões. Nada mau, para um encontro de férias! As Famílias de Caná estão acostumadas a fazer férias com Nosso Senhor, porque o nosso lema é mesmo “Nós, Jesus! Tu e eu!” Férias sem Ele não seriam a mesma coisa. E uma igreja cheia de crianças é um pedacinho de Céu.

No final do Acampamento, por entre algumas lágrimas de emoção e cansaço, muitos abraços e muita confusão, a pergunta mais repetida foi, como sempre: “Quando nos encontramos de novo?” Calma! Agosto são férias a sério… Em setembro retomamos os nossos encontros! E o primeiro é mesmo o Retiro para Namorados. Já desafiaram os namorados que conhecem?

 

 

 

One Comment

  1. Pilar Pereira

    Fico mesmo feliz por ver o Movimento das Famílias de Caná a crescer e a dar frutos, mesmo estando a olhar de fora! São uma benção para quem vê e lê.

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