Em Caná da Galileia...


E subimos à montanha…

O retiro de namorados já lá vai, mas a graça que todos ali recebemos ainda não se esgotou, antes tem vindo a frutificar nas vidas de cada um dos que participámos. Foi magnífico.

Fomos duas, as famílias a preparar o retiro: a nossa, e a família Santos, com a Sónia, o João e os seus seis filhos. E fomos, pois, duas, as famílias completas a participar neste retiro. Como testemunharam os jovens, não é assim muito usual ter duas famílias inteiras, com bebés de colo incluídos, a preparar um retiro para quatro casais de namorados. Demo-nos todos, e demos tudo, e nesta nossa entrega, testemunhámos precisamente aquilo que queríamos que os jovens descobrissem: a maravilha da vida familiar.

O local do retiro, escolhido pela Sónia e pelo João, na sua diocese e quase ao lado da sua casa, foi muito especial: o santuário da Senhora da Piedade de Tábuas, em plena serra da Lousã. Na capela, tivemos missa, adoração e confissões, graças ao padre Pedro Miranda, que desde o primeiro momento se prontificou a dar-nos o mais importante: Jesus sacramentado. E na montanha, contemplando as obras do Criador, rezámos o Terço, partilhámos a vida e a oração. Depois de cada ensinamento, os jovens namorados conversavam a pares, de Bíblia na mão e olhos a brilhar. Fizemos jogos, um belo churrasco, brincadeiras com crianças, jovens e adultos.

E subimos a montanha. Quero dizer, subiram, dois a dois, seguindo as marcas de sisal deixadas pelo Niall e pelo João, mais à frente, e as marcas das Escrituras registadas num pedaço de papel, para alimentar a conversa tarde fora. Como é maravilhoso – disseram – chegar ao cimo da montanha, cansados, conversados, felizes! Lá no cimo, a Sónia, eu e as crianças, que tínhamos subido de carro, esperavamo-los com bolos e refrescos. Uma bela surpresa!

Melhor surpresa ainda foi o mergulho gelado que se seguiu, ali perto, numa magnífica praia fluvial, às sete da tarde…

E mais não conto. Porque já percebemos que este formato é para repetir, com casais de namorados diferentes; e para continuar, com os mesmos, se eles acharem bem.

Não foi fácil, encontrar casais de namorados cristãos interessados em participar no retiro. Parece que isso de namoro cristão já não se vê muito, nem sequer entre cristãos. Conhece-se alguém, vive-se junto, e depois logo se vê, mais tarde talvez se pense em casar… O namoro cristão é outra coisa. O namoro cristão é aquele tesouro escondido no campo, aquela pérola que vale a pena adquirir a qualquer preço, aquela lâmpada a brilhar na noite.

Foi isso mesmo que descobrimos no cimo da montanha, lá onde a terra toca o céu.

Porque o Céu é para viver já aqui na Terra…

3 Comments

  1. Parabéns aos 4 casais por terem a coragem de remar contra a corrente e optarem pelo namoro cristão! Espero que este e os futuros retiros para namorados dêem muitos frutos.
    Quanto à dificuldade em encontrar namoros cristãos entre jovens cristãos, uma vez ouvi uma Irmã, juíza num tribunal eclesiástico e habituada a lidar com processos de anulação de casamento, referir que a preparação para um matrimónio católico devia começar bastante mais cedo, muito antes até da fase de namoro. Talvez como Igreja devêssemos apostar mais nesta preparação longínqua…

  2. Tânia Côrte-Real

    Fico mesmo muito feliz que tenha corrido tão bem 😊. São mesmo famílias abençoadas 🙏

  3. Que bom!! Corajosos! Glória a Deus!
    Hoje a nossa família rezará especialmente por cada um de vocês! Que Deus vos abençoe abundantemente!

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