Em Caná da Galileia...


Mãe de Caná

Naquele dia, David teve grande temor do Senhor e disse: “Como entrará a Arca do Senhor em minha casa?” E não permitiu que a levassem para sua casa, na Cidade de David, mas ordenou que a trasladassem para casa de Obededom, de Gat. Ficou a Arca do Senhor três meses na casa de Obededom, de Gat, e o Senhor abençoou-o e a toda a sua família. Disseram ao rei que o Senhor abençoara a casa de Obededom e todos os seus bens por causa da Arca de Deus. Foi, pois, David e transportou-a da casa de Obededom para a Cidade de David, com grande regozijo. (2Sm 6, 9-12)

A verdadeira Arca da Aliança é Maria, nossa Mãe, que transportou no seu ventre e no seu coração as verdadeiras “tábuas da Lei”, a verdadeira Palavra: Jesus. Como nos tempos de David, também esta Arca ficou três meses em casa de Santa Isabel, enchendo-a de bênçãos.

Hoje, de novo, a Arca da Aliança repousa em Obededom, aguardando a sua trasladação para a Cidade de David… A imagem original de Nossa Senhora Auxiliadora, Mãe de Caná, chegou à nossa casa no dia 21 de março, e aqui aguarda que o Canto de Caná esteja pronto, na quinta do Santuário!

O nosso querido pároco Joaquim Taveira e o senhor padre José Fernandes insistiram connosco para trazermos a imagem da Mãe para nossa casa. Hesitámos, com medo que se pudesse partir em algum lado – aqui há frequentemente bolas e outros objetos não identificados a voar pelo ar -, mas decidimos trazê-la depois de meditarmos precisamente nesta passagem do livro de Samuel.

“Vamos buscar uma surpresa e já voltamos”, dissemos nós aos meninos na noite do dia 21. Eles aguardaram, expectantes, porque não costumamos sair juntos antes da oração familiar… “Ah, que linda! Que linda!” Um coro de vozes aguardava-nos e saltinhos alegres rodearam-nos de imediato. Colocámos a imagem no chão, no nosso Canto de Oração Familiar, e ali cantámos o nosso novo hino e rezámos o terço.

“Parece tão humana!”

“Sim, não é como as outras imagens de Maria… É mais natural, mais… Como se fosse a vizinha do lado, a amiga da casa em frente, a aldeã de Nazaré!”

“A Mãe atenta às nossas necessidades, humilde e serena ao mesmo tempo…”

“Maria antes da sua revelação como Rainha do Céu… Maria toda santa, caminhando ainda e sempre entre nós, na humildade e no silêncio!”

“Ah!”

Que sensação bonita, de bênção, de proximidade, de misericórdia, na nossa oração daquela noite! Maria abençoava-nos através da sua imagem, e os nossos corações transbordavam felicidade.

Gostaríamos de ter deixado a imagem ali no nosso Canto de Oração Familiar, mas logo descobrimos que tal não seria possível. Todos lhe queriam tocar…

Por uma questão de segurança, decidimos levá-la para o nosso quarto, onde raramente se joga à bola!

E aqui está Ela, a Mãe, aguardando a sua trasladação para a sua Casa, enquanto nos enche de bênçãos. E através de nós, Ela abençoa todas as Famílias de Caná, porque a nossa vida já foi toda entregue por esta intenção!

Entretanto, o Canto de Caná já está a nascer. Eu fui espreitar o dia em que se enterraram os pilares na terra, 3 de abril. Tirei a fotografia para a posteridade:

E hoje de manhã…

Até ao fim da semana, continuamos a aceitar a vossa contribuição para o pagamento da imagem, que em breve entronizaremos na sua nova Casa!

Já colocámos aqui no site a letra com os acordes e a pauta do Hino de Caná. A gravação terá de esperar pelo dia em que os nossos jovens se puderem encontrar!

Nossa Senhora Auxiliadora, Mãe de Caná, ensina-nos a fazer tudo o que Jesus nos disser. Ámen!

2 Comments

  1. Olívia Batista

    O primeiro pensamento que me ocorreu no retiro quando vi a fotografia foi: “tão jovem… tão simples”… sem coroa, nem vestes ornamentadas com brilhantes, sem as mãos “postas” em oração, mas abertas, pronta a servir, cheia de vida no olhar! E a bilha, pequena, de barro, tão simples!
    Sinto que esta imagem é mesmo o espelho das pessoas que se sentem chamadas às Famílias de Caná! Um grande bem haja ao p. José Fernandes e ao p. Joaquim pelo que têm feito pelo movimento!

  2. Helena Le Blanc

    Ola Teresa
    Foi também a minha impressão: a imagem tem muitos traços e marcas humanas. Se humana poderia facilmente confundir-se numa multidão, sem percebermos que era Maria….

    Eu acho-a forte (os tais traços humanos) mas ao mesmo tempo vazia de si (pelo seu olhar)!

    Um bem haja para o artista, para a modelo, para os Sr.s Padres envolvidos e para as Famílias de Caná!

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