Em Caná da Galileia...


Porta Santa em Mogofores

Ontem foi dia de peregrinação em Mogofores: os salesianos de todo o país vieram, e o Santuário de Nossa Senhora Auxiliadora foi Porta Santa. Porta Santa! Que grande graça para a nossa comunidade, para os salesianos, para as Famílias de Caná!

O dia foi divino, repartido em três partes: formação, oração, celebração. Tivemos oportunidade de escutar a Dra Maria Rita Scrimieri falar da Beata Alexandrina de Balasar e da sua ligação ao Santuário de Mogofores. Foi um momento riquíssimo de espiritualidade. Depois, também eu pude falar um bocadinho das Famílias de Caná e da sua ligação ao Santuário.

Durante a procissão, em que caminhámos com Maria Auxiliadora pelas ruas de Mogofores, ao ritmo do rosário, a chuva foi tão abundante quanto as graças que sobre nós foram derramadas. Na verdade, desde há dois mil e dezasseis anos que os favores de Deus se encontram associados à cruz… Não é tanto o sol na nossa vida, mas a chuva, que nos permite conhecer o amor do Senhor. A semente caiu em terra bem regada, na manhã de domingo!

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E eram três horas em ponto – hora da Divina Misericórdia – quando a Porta Santa foi solenemente aberta. Ao som do hino do ano jubilar, acolhemos o dom do Senhor, que assim nos ofereceu, também em Mogofores, todos os favores do céu. Há momentos que não se conseguem transmitir em palavras. Para mim, que senti os olhos mais molhados ao entrar no santuário do que os pés e o corpo depois da procissão, este foi um deles.

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Ao fim do dia, depois da Eucaristia, os nossos filhos mais novos patinaram à vontade no enorme pátio do colégio, enquanto os mais velhos puseram a conversa em dia com os amigos. O ambiente de alegria era geral. Todos regressavam a suas casas confortados pela peregrinação e pelo acolhimento excecional feito pelos nossos paroquianos, através dos “padrinhos da Casa Amarela” (a nossa casa paroquial em reconstrução), que trabalharam o dia inteiro para que o dia fosse como foi: magnífico. Alguns destes “padrinhos” são Famílias de Caná bem conhecidas de todos, e por isso, as obras de misericórdia por eles praticadas são também uma fonte de bênçãos para nós!

Eu tive ocasião de escutar a partilha de muitas pessoas, encantadas com o dom das Famílias de Caná. Algumas vieram pedir para irmos às suas terras testemunhar – inclusive ao Brasil! -, outras vieram confiar-nos intenções de oração, que vou tratar de enviar para a nossa “Rede de Oração”, outras ainda partilharam a sua íntima convicção de que este caminho deverá chegar ao mundo inteiro como caminho de santidade para todas as famílias.

Logo pela manhã, antes de testemunharmos, uma simpática senhora veio ter comigo: “Vim de propósito de Gaia para vos conhecer ao vivo”, disse. Terá certamente consultado o menu Eventos, onde já temos várias datas dos nossos testemunhos. Ri-me com ela, mas ainda mais me ri quando acrescentou: “Trago uma reivindicação de um grupo de pessoas: o site está lindo, mas… também queremos o blogue!” O blogue não vai voltar, mas nós não deixámos de contar as nossas histórias, de partilhar a nossa vida de fé, de testemunhar as maravilhas que Deus faz em nós, de vos falar das nossas vitórias e dos nossos fracassos, da nossa entrega e do perdão que Deus sempre nos oferece. Fazemo-lo “ao vivo”, um pouco por todo o país, cada vez mais. Fazemo-lo onde quer que precisem de nós, “família-cântaro” que queremos ser. Ainda assim, fica a promessa de aqui, Em Caná da Galileia, ir de vez em quando partilhando um bocadinho da vida da Família Power ao estilo Uma Família Católica.

Mas o mais importante não é o que acontece na casa da Família Power: o mais importante é o que acontece em vossa casa! É aí que Jesus quer abrir uma Porta Santa. A chave está sempre do lado de dentro…

Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo. (Ap 3, 20)

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Ámen!

2 Comments

  1. “A chave está sempre do lado de dentro” é uma imagem forte e clara de como depende de nós a entrada do Senhor na nossa vida, uma vez que ele não arromba casas nem corações…

  2. No domingo dia 23, realizou-se mais a Peregrinação Nacional ao Santuário de Nossa Senhora Auxiliadora, como a Teresa já referiu.
    Durante a noite choveu imenso, o que me levou a pensar que durante o dia já estaria melhor para a peregrinação. Efetivamente durante as palestras da manhã não choveu, e assim todos se prepararam para a procissão, que este ano teve um percurso maior, passando por algumas ruas.
    No momento em que estava tudo pronto a caminhar, começou a pingar e o céu a escurecer. Não se tinha acabado de rezar o primeiro mistério do terço quando a chuva começou a cair mais forte e com vento.
    Como eu pensava, algumas pessoas pediam a Nossa Senhora para parar a chuva que já nos tinha molhado completamente.
    A verdade é que Nossa Senhora não quis parar a chuva, nem fazer o milagre do sol como algumas pessoas diziam. Para mim, Nossa Senhora não nos estava a molhar com chuva, mas com lágrimas de Amor de Mãe. Ela agradecia aquela prova pequena de Amor que Lhe estávamos a prestar, e ao Seu querido filho Jesus, que tanto sofrem com os meus pecados.
    A chuva não era salgada, nem quente, era normal como todas as chuvas, mas esta não deixou ninguém doente.
    A Teresa não parou de cantar, o terço foi rezado, e passamos pelas ruas que estavam previstas receber a Nossa Senhora.
    No momento em que chegamos ao portão do Santuário a chuva parou.
    O nosso aspeto não era o melhor, o andor da Nossa Senhora perdeu as flores todas da frente, mas ninguém estava preocupado com isso.
    Uma senhora, no momento de muita chuva, olhou para o andor e disse:
    – A Nossa Senhora esta apanhar muita chuva coitadinha.
    Pensei que é uma imagem de barro não tem problema. Mas depois olhei para aquela senhora ,já com uma idade avançada, e percebi quanta fé e amor estavam naquelas palavras. Ela via a Nossa Senhora, não uma imagem, e preocupava-se com Ela.
    Foi um dia de muitas Graças.
    Obrigada minha Mãe.

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