Em Caná da Galileia...


S. José e o milagre do sol

No dia 13 de setembro, em Fátima, Nossa Senhora prometeu a Lúcia um grande milagre para o dia 13 de outubro. E anunciou:

Em outubro virá também S. José com o Menino Jesus para abençoarem o mundo.

No dia 13 de outubro, enquanto o povo, fascinado, contemplava o sol, que girava, aquecia, brilhava e não fazia doer os olhos, os três pastorinhos eram favorecidos com visões magníficas de Nossa Senhora, de S. José e do Menino Jesus. Diz-nos Lúcia:

Desaparecida Nossa Senhora, na imensa distância do firmamento, vimos, ao lado do sol, S. José com o Menino e Nossa Senhora vestida de branco, com um manto azul. S. José com o Menino pareciam abençoar o mundo com uns gestos que faziam com a mão em forma de cruz.

Sempre achei fascinante esta descrição que a Irmã Lúcia faz de S. José. Na promessa de um milagre, Nossa Senhora parecia muito entusiasmada com a previsão da “visita” que S. José faria no dia 13 de outubro, abençoando o mundo com o Menino ao colo. Reparem que não é apenas o Menino que abençoa o mundo, mas também S. José, e esta visão é como que um presente de Maria ao mundo.

A bênção de S. José! Como deve ser poderosa a bênção do pai adotivo de Jesus, o homem que Deus escolheu, de entre toda a humanidade, para O representar na Terra! Numa outra aparição, que não consigo precisar, Maria confessou: “S. José é o maior santo que alguma vez existiu na Terra” (excetuando, claro, Maria).

Se, pelo matrimónio, já previsto no primeiro livro da Bíblia, o Livro do Génesis, homem e mulher formam uma só carne, então Maria e José, mais do que qualquer outro casal sobre a Terra, formam uma só carne. Este mistério imenso do amor não se reduz à união física, porque essa, como a nossa fé afirma dogmaticamente, não existiu entre os dois esposos. “Uma só carne” é acima de tudo, uma união perfeita de corações, corações de carne e não corações de pedra, como profetizou Ezequiel (Ez 36, 26). Assim, não me admira nem um bocadinho que Maria queira ver o seu querido José amado e honrado pelos que A amam e honram também.

A Igreja conhece muito mal S. José. Em tempos, até se imaginou que José fosse viúvo e velho, como se Deus, ao escolher de entre todos os homens o esposo da Virgem Maria, não tivesse conseguido encontrar alguém virgem e jovem capaz de amar Maria como Ela nunca foi ou será amada sobre a Terra. Poderia Maria, alguma vez, ser a segunda escolha de alguém? Poderia José, alguma vez, amar Maria e Jesus com o coração dividido? A Deus, tudo é possível, e por isso, as nossas relações humanas estão cheias de histórias abençoadas com todas estas cambiantes. Mas a história de Maria e José não tem o mais leve traço de pecado, de fracasso ou de fealdade. A história de Maria e José é a história de amor por excelência, tal como Deus sonhou as histórias de amor antes da queda de Adão e Eva. É por isso claro como a água, para a minha fé, que José foi tão virgem e jovem quanto Maria, amando-A com todas as fibras do seu coração puro e consagrado ao Senhor.

Eu estou profundamente convicta de que o Tempo de José ainda não chegou. A sua humildade é tão grande, tão superior à de todos os outros santos, que nem a Bíblia o parece conhecer. Ao longo dos séculos, fomos aprofundando a devoção ao pai de Jesus, mas ainda não o distinguimos de entre todos os santos da História. Chegará o dia, tenho a certeza, em que saberemos o quanto lhe devemos, o quanto a sua bênção e a sua intercessão mantiveram a Terra a girar. Mas não é ainda o tempo…

Dia 19 de março é dia de S. José. Escrevi uma novena para prepararmos convenientemente este dia, a começar no dia 11. Podemos rezá-la para pedir a intercessão de S. José para algum ponto concreto da nossa vida, ou podemos rezá-la simplesmente porque o queremos honrar e conhecer melhor. Ela está disponível em “Da nascente – Orações.” Alinham?

 

One Comment

  1. maria joão da luz

    Querida Teresa, já tinha pensado fazer uma novena a São José…e que bom que foi ler este post. Estamos alinhadas :).
    beijinho grande,
    maria joão

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