Bagagem pronta

Ontem tropecei numa mochila do Homem Aranha, estrategicamente colocada à entrada do meu quarto. Apanhei-a e inspecionei o seu interior: uma corda de saltar, um cubo mágico, um baralho de cartas incompleto, carrinhos, alguns objetos não indentificáveis e um bloco de apontamentos. “Essa mochila é minha, não podes mexer!” O António, que acaba de fazer sete anos, vinha a correr do seu quarto e quase esbarrava comigo. “Por que não vais arrumar estes brinquedos todos nos seus sítios? Esta mochila está uma grande confusão!” Sugeri. “Arrumar? Mas acabei de a arrumar! É a mochila que vou levar para a Irlanda.(…)

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