A escola, a TV e a meia-hora mais importante

Ontem fiquei indignada ao ponto de me sentir fisicamente incomodada, depois de visualizar os três minutos de desenho animado “As Destemidas”, que a RTP2 transmitiu no horário de programação infantil ZigZag e que anda a circular nas redes sociais católicas como forma de alerta e denúncia. Em três minutos, o aborto, a homossexualidade e o divórcio são tratados, explicita e subliminarmente, como grandes conquistas civilizacionais (não deixo, propositadamente, o link, mas convido os adultos que me leem, e só os adultos, a pesquisar). Ainda me refazia do susto quando, ao abrir o livro de português da Sara para marcar as(…)

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Rotinas familiares em tempo de tele-tudo

“Mãe!” A Sara está aos gritos, como sempre que fica nervosa. “O que se passa, filha?” “Como é que eu vou ver a telescola se não temos televisão?” Pois, é verdade, o nosso coelhinho rebentou com a televisão, e nem o nosso engenheiro mecânico quase formado a conseguiu recuperar. Mas a telescola também passa na net, Sara, não te aflijas! Quem tem um tablet para emprestar à Sara? David? Pode ser? Ótimo, a Sara está pronta. “Mãe, há algum sítio da casa em que eu possa falar alto?” A Clarinha vem ter comigo à cozinha, um computador numa mão, montes(…)

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Das aulas de Inglês às Famílias de Caná

Testemunho da Sofia Neves Conheci a Teresa no meu 9º ano. Foi a minha professora de inglês nesse ano e a melhor professora que alguma vez tive. A turma não era fácil, apesar de ter bons conhecimentos e estar, de um modo geral, bem preparada. O comportamento era péssimo. Era o primeiro ano que a Teresa lecionava e todos os alunos o sabiam. Imagino que ao início tenha sido muito difícil, havia muito barulho, muitos tentavam desestabilizar a aula. Mas já na altura a Teresa era especial e carismática, soube dar-nos a volta de uma forma muito simples. Um dia,(…)

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Filhos a 3 dimensões!

Testemunho da Isabel Marantes: Há poucas semanas, a mãe de um colega da turma do Miguel (2º ano da escola primária) dizia-me que estava muito preocupada porque o seu filho era muito distraído. Já me tinha dito isso algumas vezes. Então, eu resolvi perguntar: “Mas porque é que diz que ele é distraído?” A mãe explicou prontamente: “Olhe, eu vou-lhe dar um exemplo que aconteceu ainda ontem: saímos da escola, fomos ao programa de Matemática extra-curricular que dura hora e meia e depois quando chegámos a casa eu disse-lhe para ir treinar piano – só 10 minutos! Tem de treinar(…)

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Um reino dividido contra si mesmo

Num destes fins-de-semana, o Francisco foi fazer ilusionismo a pedido da Associação Portuguesa das Famílias Numerosas, no Family Land em Cascais. Trata-se de um evento que reúne imensas famílias, numerosas ou não, com todo o tipo de atividades em família, e o ilusionismo é, naturalmente, uma grande atração. Acolhido, como sempre, com imenso carinho pela fantástica equipa das Famílias Numerosas, o Francisco desfrutou destes dois dias com entusiasmo e divertiu-se a valer. Mas houve um pequeno incidente que o perturbou: Durante um dos espetáculos de palco que conduziu, o Francisco chamou um homem adulto, pai de família, para participar num(…)

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Um novo ano escolar

Um novo ano letivo começou. Aqui em casa, e porque insistimos em ir à praia e brincar no jardim até ao último momento, isso significou, na semana passada, muitas horas de verdadeiro stress, tentando comprar todos os materiais necessários, encadernar os livros, limpar as mochilas, afiar lápis e procurar borrachas perdidas um pouco por todo o lado. Estas imagens da nossa mesa da sala são-vos familiares? Graças a Deus, tenho cá em casa um Francisco e uma Clara, que vendo o meu estado de cansaço e a barriga enorme, se dispuseram a fazer tudo o que foi preciso para que nada(…)

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E se…? Algumas propostas para a catequese em Portugal

Tenho vindo a escrever vários artigos criticando aquilo que hoje existe em termos de catequese paroquial. E conversando aqui em casa com o Niall, concluímos que não basta denunciar: é preciso propor. Porque o modelo de catequese que temos em Portugal não é imposto pelo Vaticano nem é dogma católico, variando e muito de país para país, o que nos permite testar novos modelos e procurar soluções criativas. Eu sei que as nossas ideias não têm qualquer peso de decisão, mas se elas levarem outros a refletir e puderem provocar algum debate nas paróquias, já valeu a pena… Aqui vai:(…)

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A missa compartimentada e o verdadeiro papel do catequista

De norte a sul do país, por onde vamos andando a testemunhar a alegria de viver a fé em família, temo-nos deparado com um cenário idêntico: em quase todas as paróquias existe a chamada “missa da catequese”, e que geralmente tem lugar depois da catequese, acontecendo também por norma sábado à tarde. A maioria dos pais deixa os filhos na catequese e vai recolhê-los depois da missa. Os catequistas dão catequese aos meninos e depois conduzem-nos à Eucaristia, onde há um espaço reservado para cada ano de catequese. Assim, nestas “missas de catequese” encontramos filas de meninos, todos da mesma(…)

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Um curso para padrinhos?

Aula de Inglês do nono ano. Estamos a chegar ao fim, há tempo para descontrair e conversar um pouco. No meio da conversa, um aluno diz: “Professora, para o ano o seu marido vai ser o meu catequista do crisma.” “Eu sei”, respondo. “O Niall costuma ficar sempre com o grupo do crisma.” “O que é o crisma?” Perguntam vários meninos, confusos com esta conversa. Mas o futuro crismando tem a resposta pronta: “É um curso para seres padrinho.” Do fundo da sala, e antes que eu tenha tempo de reação, uma rapariga pergunta: “Não me digas que é preciso(…)

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O “problema” da gravidez adolescente

Sala de professores na minha escola, uma escola imensa, com mais de mil e quinhentos alunos e cerca de trezentos professores, do quinto ao décimo segundo anos (o que impossibilita qualquer reconhecimento das pessoas aqui mencionadas). Conversando sobre um determinado aluno, uma professora de Ciências diz: “Estou preocupada com este rapaz. Ele veio perguntar-me se é normal uma menina atrasar o período mais do que quinze dias. Eu disse-lhe que sim, e se se tratava da namorada. Ele confirmou. Perguntei-lhe se usava preservativo, e ele confirmou de novo. Depois acrescentou: ‘Professora, se calhar vou ser pai, agora que já acabámos(…)

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