As bicicletas, o ensinamento mensal e o Céu

É isso a vida: uma peregrinação a caminho do Céu, uma viagem entre a margem da vida e a margem da eternidade. E para nos lembrarmos disso, na nossa paróquia todos os anos recomeçamos com uma peregrinação a uma aldeiazinha minúscula, chamada Beco, a cerca de trinta quilómetros de Mogofores. Desde 1598 que o povo de Mogofores aí vai, no primeiro sábado de setembro, para pedir as bênçãos a Nossa Senhora da Paz, venerada neste lugar. Gosto de pensar que a devoção do povo de Mogofores agradou ao Senhor, que terá respondido não apenas com as graças e os milagres(…)

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Encontros no Canto de Caná

O Canto de Caná tem sido uma verdadeira bênção nas nossas vidas, na nossa paróquia, na vida de muitas Famílias de Caná. Ao domingo, depois da missa, por lá passamos, várias Famílias de Caná, para rezarmos juntos a Consagração e, talvez, o Terço. E nas longas tardes de domingo, tem sido frequente encontrarmo-nos no Canto de Caná com uma ou outra Família de Caná de outra paróquia, de outra diocese, que por cá passa para visitar a Mãe na sua casa e Lhe prestar homenagem. Juntos, rezamos, cantamos, partilhamos a vida e a Palavra, meditamos o Terço. Até os nossos(…)

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Peregrinação Nacional Jubilar das Crianças a Fátima

10 de junho de 2017. E o Santuário de Fátima encheu-se de cor, de luz, de balões, de crianças. Pela primeira vez, a nossa paróquia juntou-se a esta grande peregrinação nacional, graças sobretudo ao empenho e ao entusiasmo da querida família Silva Teles, Família de Caná sempre pronta a arregaçar as mangas para levar todos a Jesus. Como é bom encontrar as Famílias de Caná a dar tudo, e a dar até doer, num dos serviços mais exigentes – porque com menos retorno – da vida de uma paróquia, como é a catequese! Não é fácil ir a Fátima com(…)

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Religiosidade popular e Fátima

Há uns dias, ouvi gargalhadas estridentes lá fora, no jardim. Depois percebi que se misturavam com o som repetitivo da Ave-Maria, e decidi ir espreitar. Encontrei a Lúcia, de oito anos, a percorrer, de joelhos – bem protegidos com as joelheiras da ginástica da Clarinha – o caminho branco que rodeia a nossa casa. De pé a seu lado, com o terço na mão, o António, de sete anos, orientava a oração dos dois. Pelo meio, muita animação. “Que estão a fazer?” Perguntei. “Estamos a brincar a Fátima”, responderam-me. “Imitamos as pessoas de Fátima, que descem de joelhos até à(…)

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Amados, escolhidos, enviados

Em Balasar, houve um momento que me emocionou, e as lágrimas brilharam-me nos olhos. Estávamos em casa de Alexandrina, onde uma simpática rapariga, ali voluntária, nos explicava bocadinhos da história desta grande santa. “É verdade que Alexandrina não tinha pai?” Perguntei a dada altura. “Não. Alexandrina tinha pai. Todos sabiam quem ele era. O pai de Alexandrina e de sua irmã Deolinda prometeu várias vezes casamento à mãe das suas filhas, mas nunca cumpriu. Ainda Alexandrina, a mais nova, não tinha nascido, quando ele casou com outra mulher. Nesse dia, a mãe de Alexandrina vestiu-se de luto, e durante o(…)

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