Testemunhos


990* centímetros cúbicos de Sabedoria

Testemunho da Olívia Batista:

Quase, quase a terminar este tempo da Páscoa, queria partilhar convosco uma pequena mudança na nossa oração familiar, que tem vindo a ser constantemente adaptada desde o início da nossa caminhada das Famílias de Caná.

No início rezávamos um Pai Nosso, uma Avé Maria e um “boa noite Pai do Céu”, depois começámos a consagrar-nos à Mãe de Caná (de folha na mão, para rezar bem), mais tarde introduzimos o pedido de intercessão aos Santos Padroeiros (escolhidos por cada um de nós), os agradecimentos do dia e o Shemá. Muito mais tarde, um mistério do Rosário, depois o Rosário passou para a viagem de carro, e mais recentemente o evangelho do dia lido do telemóvel (ler o evangelho era menos assustador porque quase sempre é explicado nas homilias e com os anos vamos tendo “algum conhecimento” para falarmos dele em casa), isto tudo em cinco anos de caminhada.

A meio da quaresma, tentámos acrescentar a primeira leitura ao Evangelho, lida a partir do telemóvel, porque o nosso missal só tem as leituras dos domingos. Parece simples, mas foi “um bocadinho mais” de esforço oferecido ao Senhor, porque o tempo não estica e a hora de dormir aproxima-se a passos largos… Mas, por incrível que pareça, ao fim de algum tempo, deixou de ser um esforço e passou a ser normal.

Na Sexta feira Santa estivemos em Fátima para a Celebração da Paixão e, como de costume, passamos pela livraria do Santuário. Que melhor altura para oferecer à nossa família um presente, do que a Páscoa que se avizinhava?

Assim, nesta Páscoa começámos a ler as leituras, não do telemóvel, mas do nosso novíssimo missal!

Faz diferença?

Na prática não, porque o importante é ler as leituras e conversar sobre elas (mesmo que não sejamos peritos em teologia, há sempre uma frase ou uma palavra que é dirigida a cada um de nós), mas na teoria, abrir estes 990 cm3 de Palavra de Deus diária em comunhão com toda a Igreja, torna-se um ato mais solene. E ver a fita amarela avançar ao longo das páginas faz-nos perceber que estamos a caminhar continuamente.

(Ainda nos falta ler o Salmo, eu sei, mas está para breve!)

E aí em vossas casas, a oração familiar já é uma realidade? Vai mudando? A leitura diária da Bíblia, como sugerida pelo nosso carisma (e a Teresa escreveu sobre o “plano bíblico” por excelência aqui) acontece?

(podem escrever para o email da Teresa e contar como é)

*sim, medi o missal com uma fita métrica e calculei o volume 🙂

3 Comments

  1. Pilar Pereira

    Adorei, Olívia!
    Nós ainda não introduzimos a leitura de nenhuma das leituras diárias, mas ando a matutar nisso há tempos e, para mim, parece-me que precisarei, desde o primeiro dia, de uns 990 cm3 ou afins, também!

  2. Elsa Cristina Cóias Valverde

    Também eu comprei nesta Quaresma este missal, e que mudanças que existiram aqui em casa… Desde ter as nossas duas filhas a “discutirem” quem é que lia, a obrigarem os pais a rezar quando a nossa vontade é mesmo ir descansar. Se soubesse já tinha comprado o missal mais cedo.

  3. Nós por cá também não nos entendemos sem missal! Não é só o facto de eu ser dos tempos em que não havia esta coisa de internet 🙂 É também pela facilidade com que, na discussão diária das leituras, vamos atrás ao dia anterior confirmar um ponto, vamos à frente verificar se a história termina bem ou mal, comparamos os textos de hoje com os de ontem, etc. E, claro, passamos o missal de mão em mão para que todos possam ter direito a ler! Ab

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