Testemunhos


Um presente antecipado

Caros amigos,

Lembram-se do desafio que vos coloquei há cerca de um mês? Já começaram a escrever o vosso testemunho sobre os frutos e bençãos que as Famílias de Caná trouxeram à vossa vida ou o que mais vos atrai neste carisma?

Façam-no para festejarmos unidos, através da partilha, esta grande Família, que são as Famílias de Caná! Escrevam o que vos vai no coração. Eu assim fiz! Aqui fica, então, para a Família Power e para todos vós, o meu presente antecipado:

Testemunho da Isabel Marantes

Eu e o Luís casámos em 2006, no Porto, cidade onde vivemos até partirmos para esta “aventura” temporária no Canadá, há quatro anos atrás.

Éramos os dois católicos e sempre partilhámos a certeza de que a nossa meta é o Céu.

A nossa vida profissional foi sempre bastante exigente, com apresentações e avaliações frequentes, o que não foi fácil conciliar com filhos pequenos.

Quando os nossos filhos começaram a crescer, havia em mim uma sede de algo mais em relação à parentalidade.

Ouvía frequentemente dentro de mim a primeira pergunta que Jesus faz no Evangelho de S. João, quando dois dos discípulos de S. João Baptista O seguiam:

                                               “Que procurais?” (João 1:38)

Então, sobretudo depois do nascimento do nosso terceiro filho, altura em que as exigências profissionais abrandaram um pouco, comecei a ler mais livros sobre parentalidade, ir a alguns pequenos cursos, palestras, etc…

E, embora alguns desses recursos fossem valiosos, a confusão dentro de mim continuava… a sede continuava… a pergunta continuava: “Que procurais?”

E esta confusão era sobretudo porque a maioria dos livros que lia dizia implicitamente duas coisas: primeiro, que nós pais não percebemos nada disto de educar, é preciso ciência para descobrir o melhor “método”; Segundo, que a educação só seria boa se fizéssemos o “método” que o livro descrevia. Este segundo ponto não seria grave se todos os autores dissessem a mesma coisa, mas como diferentes autores diziam coisas muitas vezes opostas sobre o mesmo tema, como decidir quem tem razão?

Até que um dia , ao ler um blog sobre parentalidade, a autora escreveu que estava muito feliz, porque num estudo que tinha sido feito, o seu blog tinha sido escolhido como um dos 10 blogs portugueses sobre parentalidade mais lidos. Com curiosidade, fui então ver a lista dos 10 blogs portugueses sobre parentalidade mais lidos.

Para minha grande surpresa, um blog chamado “Uma Família Católica” estava a lista. Lembro-me de ter pensado: “Este blog tem de ser muito bom, para alguma coisa com a palavra católica estar nos top 10!”

Fui ler o blog e, a partir desse dia, esse passou a ser o meu top 1 blog!

A minha pergunta tinha encontrado a sua resposta. Percebi que, apesar de eu saber, como católica, o que deveríamos fazer como família para celebrar a nossa fé, a minha sede como mãe era não saber como é que isso na prática era possível, no dia a dia sempre a correr, cheio de exigências em casa e no trabalho.

A Família Power mostrou-me como é que isso é possível, com uma simplicidade que me atraiu como um íman!

Sabem aquela sensação de estar a morrer de sede no meio da Serra e vermos, de repente, uma fonte de água (potável!) muito fresquinha?

Para mim, encontrar as Famílias de Caná foi isso.

A primeira coisa a fazer cá em casa foi o Canto de Oração. E o terço? Com crianças pequenas? Mas já tínhamos decidido começar a andar com a “caravana” rumo ao céu , como diz a Teresa.

Lembro-me de ter pensado relativamente ao terço diário: “Se a Teresa e o Niall conseguem com 6 filhos, nós também temos de conseguir com 3!”.

Comecei por contar aos meninos a história do terço, quando começou, o que queria dizer, quantas vezes Maria já tinha reiterado o pedido para que o rezássemos todos os dias… nos primeiros dias rezámos apenas um mistério (afinal de contas, rezar um terço “inteiro” podia ser “demais” para crianças pequenas!).

Mas a nossa filha Leonor, que estava a aprender as fracções na escola disse-nos numa noite no final do nosso mistério: “Mamã, se rezar os cinco mistérios é apenas um terço do rosário, não achas que rezar um só mistério é um bocadinho pouco demais?”.

E foi assim que, cá em casa, começámos a rezar o terço “inteirinho” todos os dias em família!

Depois, devagarinho, a “caravana” foi avançando, ao tentarmos ler as leituras diárias no missal e criando tradições que nos unem uns aos outros e a Deus!

Aquilo que mais me atrai nas Famílias de Caná é a simplicidade com que este caminho de santidade em família pode ser feito. Não é fácil, não é perfeito, mas estamos a caminho!

Também sinto que foi uma graça de Deus a existência deste movimento na Igreja, fundado por uma família, nestes tempos em que vivemos em que a “batalha contra a família e contra matrimónio”, profetizada pela Irmã Lúcia, é evidente.

Agradeço, de todo o coração, à Família Power, por ter respondido a este chamamento e pelo farol que é para todos nós nesta estrada de caravanas rumo ao Céu!

PS- Como já perceberam, eu tenho uma fraca capacidade de síntese quando começo a contar histórias! As vossas mensagens podem ser um parágrafo, uma frase, uma palavra… Mas não deixem de o fazer. O email da Teresa e do Niall está no site. Vamos a isso?

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *