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O nosso retiro de S. José

Foi com uma alegria imensa que nos dirigimos ao santuário Nossa Senhora Auxiliadora, na manhã de sábado. Há tantos meses que não estávamos todos juntos, num retiro! A pressa era muita, e ninguém queria atrasar o encontro ou o reencontro.

As famílias chegaram pontuais, às nove e meia da manhã, como combinado. Mas a maior novidade deste retiro não eram as famílias: eram os jovens. Já estamos acostumados ao encanto que as crianças e os bebés de peito trazem aos nossos encontros, e houve muitos para nos encantar. Mas desta vez tivemos aquela alegria especial que só os jovens transmitem, quando se juntam em nome de Jesus.

O crescimento dos nossos filhos, aqui na casa Power, os seus namoros nascentes, os seus convívios, foram o instrumento do Espírito para soprar as sementes do movimento por entre jovens, especialmente jovens casais de namorados, mas também jovens descomprometidos, ainda à escuta da sua vocação. Sempre tivemos alguns jovens no Movimento, mas geralmente pertenciam a Famílias de Caná. Desta vez, só a Clarinha (o Frankie está em Espanha) fazia já parte de uma Família de Caná 🙂

É, assim, a primeira vez que acompanhamos namoros, e que o queremos fazer de uma forma constante, continuada. O dia em que uma Família de Caná nascer de um namoro de Caná vai ser um dia de grande festa, de verdadeiras Bodas! Será igualmente grandioso o dia em que um jovem acompanhado pelo Movimento se consagrar na vida religiosa ou for ordenado sacerdote. Uau!

O pátio do colégio, a quinta salesiana e o Canto de Caná encheram-se, assim, de velhos e novos amigos, jovens e famílias que nos “descobriram” durante a pandemia, e só agora nos puderam conhecer “presencialmente”, ainda que por entre máscaras.

O dia foi dedicado a S. José, mas também se inspirou no ano da Família Amoris Laetitia, como pede o santo padre. Foram três ensinamentos, seguidos de tempo de partilha individual ou em casal, onde meditámos sobre José como chefe da Sagrada Família; José como virgem, marido e pai adotivo; a adoção como forma privilegiada de amar, a nossa adoção como filhos de Deus; a virgindade no namoro, a abertura à vida no matrimónio, e tantos outros temas católicos essenciais para a vida familiar, à luz do que o Papa Francisco nos ensina na Amoris Laetitia. Tenciono, agora, partir estes ensinamentos em bocadinhos de quinze minutos, e transformá-los em episódios para o podcast. Estejam atentos!

Também as crianças e os adolescentes meditaram sobre S. José, enquanto trabalhavam a madeira e construíam brinquedos de madeira, como José certamente construiu para o Menino Jesus. A Gabriela Varandas, que terminou há pouco o seu curso como educadora do pré-escolar e professora do primeiro ciclo, foi a responsável por este grupo magnífico de pequeninos. E o João Miranda Santos conduziu os adolescentes por entre martelos e serrotes, Bíblias e jogos.

E por falar em jogos – quem não gosta de brincar nos nossos encontros? É sempre um momento alto dos retiros, esta partilha da brincadeira entre pais e filhos. Desde a fuga para o Egito às costas de “burrinhos”, até ao casamento de Jacob com uma Lia bem velada (Gn 29), conduzida de olhos tapados por entre obstáculos, tudo nos inspirou para brincar e soltar valentes gargalhadas.

O almoço, partilhado, foi como sempre abundante, bem ao estilo das Bodas de Caná. Provámos iguarias magníficas, trazidas pelas famílias e pelos jovens, que também fizeram questão de cozinhar belos pratos. E cantámos os parabéns ao António Santos, que teve a sorte de fazer sete anos em dia de retiro!

O dia começou com a Eucaristia, depois do almoço rezámos o Terço no Cantinho de Caná e, aí mesmo, pela primeira vez desde a sua construção, adorámos o Senhor no Santíssimo Sacramento, ao som da guitarra e do violino, dos passarinhos e das crianças, da brisa suave que se fez sentir.

O senhor padre Taveira, que idealizou este cantinho de Caná e tem por ele um afeto especial, estava particularmente feliz com esta Presença Real de Jesus entre nós.

“Como é que há tempo para tanta coisa num só dia?” Comentava-se. Já estamos acostumados a estes comentários, depois dos retiros Famílias de Caná. E também estamos acostumados ao vagar na hora de ir embora, contrastando com a pressa em chegar… O retiro devia terminar pelas 17 horas, e oficialmente, terminou. Mas às 19 horas ainda estavam guitarras a tocar, e bolas a saltitar pelo pátio… Graças a Deus.

Em breve teremos os compromissos de algumas famílias no Movimento, porque o vento sopra forte e o Movimento está a crescer e a consolidar-se dia a dia. Faremos uma grande festa! Quanto aos jovens, mantenham-se atentos, como falámos no retiro 😉

Nossa Senhora Auxiliadora, Mãe de Caná, ensina-nos a fazer tudo o que Jesus nos disser!

S. José, rogai por nós!

Amen.

 

3 Comments

  1. Que dia tão lindo!!!! Às vezes as solicitações são tantas que é difícil decidir o que fazer ou onde ir…mas quando toca ir a retiros das Familias de Caná a decisão é facil e rápida e óbvia (!!!) eheh Como Maria, escolhemos a melhor parte e sabemos que nunca nos será tirada (Lc 10, 42)

  2. É mesmo verdade: é difícil compreender como há tempo para tantas coisas num só dia! Coisas de que o amor é capaz… Obrigado a tod@s que tornaram o retiro possível!

  3. Catarina Ramos Tomás

    UAU!!!
    Eu confesso-me ainda anestesiada. Ainda bem que vai haver repetição no podcast…
    Pessoalmente foi um dia de acção de graças! Muitas graças!
    Este S. José que, sem uma única palavra que chegasse até nós, me diz e me ensina tanto!
    Para mim, o “difícil de compreender” é como é que depois de tantas coisas num só dia, a primeira pergunta dos rapazes, assim que entram no carro é: “Quando é que é o próximo retiro?”

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