Tempestade de graças

Há alturas na vida em que Deus faz chover sobre nós uma verdadeira tempestade de graças. São tempos absolutamente fascinantes, onde a alegria e a dor se misturam numa combinação única de bênçãos. Mas como qualquer tempestade, são bastante desagradáveis, assustam, fazem frio e incomodam q.b. Cá em casa, esta semana foi assim. Eu andava toda contente, sentindo-me quase recuperada, e cheia de planos. Ena, quantos planos! Mas de repente, uma pequena complicação de saúde no pós-operatório veio transtornar os meus planos e atirar-me para a cama. Ao mesmo tempo, demos conta que o contador da água voltava a girar,(…)

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Hospitais

Quando, há dez anos atrás, vivi dois meses no hospital, ao lado do Tomás, abriu-se um mundo novo diante de mim. Todas as manhãs, depois de deixar o Francisco e a Clarinha na escola, dirigia-me ao Pediátrico e rendia o Niall, que passava as noites ao lado do nosso bebé (algo que a minha barriga de grávida não permitia). Chamávamos a isso, brincando – nunca se deve perder o sentido de humor! – a nossa “passagem de turno”: eu ficava no hospital durante o dia e o Niall ia trabalhar, e ao fim do dia voltávamos a trocar. Todas as(…)

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O Natal, a dor e o amor

Ainda ontem celebrámos o Natal, e hoje já falamos de morte, de sangue e de tragédia: dia 26 de dezembro é dia de S. Estevão, o primeiro mártir cristão, que morreu apedrejado pelos judeus. Apedrejado! Que horror! E celebramos esta “festa” logo no dia seguinte ao Natal? Preparem-se, porque vem aí pior: dentro de dois dias celebramos a “festa” dos Santos Inocentes, os bebés que Herodes mandou matar. Mas onde é que a Igreja tem a cabeça?! A Igreja tem a Cabeça em Cristo, Senhor nosso, que nasceu para morrer crucificado por cada um de nós. Amor rima sempre com(…)

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A fé, a montanha, o sofrimento

“Não entendo uma coisa.” O Francisco interrompe o silêncio de todos, depois da leitura de mais um episódio das Memórias da Irmã Lúcia. “A partir do momento em que começaram as aparições, a vida da Lúcia não se tornou mais fácil, mas mais difícil!” De facto, acabávamos de ler a descrição de um rol de problemas com que a Lúcia se começou a debater a partir das aparições. Por fim, lemos este parágrafo: No seio da minha família havia ainda outro desgosto, de que eu era a culpada, como diziam. A Cova da Iria era uma propriedade pertencente a meus(…)

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