Aleppo e eu

“Não há palavras para descrever o horror que se vive em Aleppo”, dizia o Niall à volta da mesa de jantar, quando nos reunimos para a nossa refeição familiar. “Daqui a uns anos, a nossa geração será julgada pelo seu esquecimento. Pela sua inatividade. Por não se lembrar. Aconteceu a …

Nós, Jesus!

“Mãe, isto lê-se «pão» ou «pãe»?” O António debruça-se sobre o seu caderno diário, testa franzida, língua apertada entre os lábios com o esforço da concentração. “Anda, faz lego comigo, mamã!” Impaciente, a Sara puxa-me pela manga e tenta atirar-me para o chão, onde os legos espalhados já me fizeram …